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O que é Pix: tudo sobre sistema de pagamento instantâneo

Time Neon

Atualizado em 19 de agosto de 2021

Você sabe o que é Pix e como ele está mudando hábitos financeiros? O novo sistema de pagamento online e instantâneo do Banco Central permite realizar transações em até 10 segundos, sem restrição de dia e horário.

Ele chegou para digitalizar de vez os meios de pagamentos no país, reduzir os custos, aumentar a competitividade dos serviços e abrir caminho para um novo sistema financeiro, muito mais ágil, inclusivo e integrado.

O que é Pix?

Dá para resumir o que é Pix em poucas palavras: o sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), que permite fazer transferências e pagamentos online em até 10 segundos, 24 horas por dia e 7 dias por semana (inclusive feriados).

A novidade foi anunciada em 19 de fevereiro de 2020, como uma solução para:

  • digitalizar definitivamente os pagamentos no país;
  • acabar com os dias de espera até o pagamento ou transferência “cair”;
  • baratear os pagamentos e transferências (ex.: tarifas de TEDs e DOCs);
  • facilitar o pagamento de contas, faturas, boletos e impostos;
  • substituir outros meios de pagamento como cartão de débito e dinheiro em espécie nas compras do dia a dia.

 

Confira tudo sobre o Pix na Neon! 😉 

 

O fato é que agora os brasileiros podem usar o sistema Pix do Banco Central para realizar suas transações financeiras em tempo real, com muito mais velocidade e praticidade.

Em vez de passar por intermediários, o dinheiro sai de uma conta e chega até a outra automaticamente em questão de segundos.

Por que o Pix foi criado?

Para entender exatamente o que é Pix, é importante saber o que motivou sua criação pelo Banco Central.

Nas palavras do presidente do BC, Roberto Campos Neto: “A intermediação financeira vai transformar o custo de pagamentos no Brasil e acreditamos que com esse sistema, junto com outros sistemas que estão por vir, unificando-se ao longo de 2021, nós vamos ter uma diferenciação na forma de fazer as transações financeiras no país”.

Na videoconferência de lançamento reportada pelo UOL, ele afirmou que o Pix é um dos projetos mais importantes do ano para a economia do país, e espera reduzir o “grande custo” de carregar dinheiro físico.

Para o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, o pagamento instantâneo Pix deve promover maior competitividade no mercado financeiro, incluir pessoas, facilitar transações e aliviar o bolso dos usuários.

Resumindo, os objetivos por trás do sistema de pagamento online Pix são:

  • digitalizar e universalizar os meios de pagamento no Brasil;
  • reduzir o uso de cédulas e moedas;
  • abrir o mercado de pagamentos e facilitar a entrada de novos atores com modelos de negócio inéditos;
  • aprimorar a prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/FT);
  • aumentar o potencial de inclusão financeira com custos menores de iniciação e mais agentes ofertantes;
  • gerar serviços de qualidade superior com o acirramento da competição entre prestadores de serviços;
  • agilizar e desburocratizar transações financeiras preservando a segurança de pagadores e recebedores.

Já o significado da sigla Pix veio do termo “pixel”, para representar a transformação digital e a inovação tecnológica no sistema financeiro.

Deu para entender por que o Pix gerou tanta repercussão, né?

Quem pode usar o Pix?

Segundo informações do Banco Central, o Pix pode ser utilizado para:

  • "transferências entre pessoas;
  • pagamento em estabelecimentos comerciais, incluindo lojas físicas e comércio eletrônico;
  • pagamento de prestadores de serviços;
  • pagamento entre empresas, como pagamentos de fornecedores, por exemplo;
  • recolhimento de receitas de Órgãos Públicos Federais como taxas (custas judiciais, emissão de passaporte etc.), aluguéis de imóveis públicos, serviços administrativos e educacionais, multas, entre outros (esses recolhimentos poderão ser feitos por meio do PagTesouro);
  • pagamento de cobranças;
  • pagamento de faturas de serviços públicos, como energia elétrica, telecomunicações (telefone celular, internet, TV a cabo, telefone fixo) e abastecimento de água;
  • recolhimento de contribuições do FGTS e da Contribuição Social (a partir de 2021)."

 

Aliás, um dos objetivos do Pix é justamente promover a inclusão financeira.

Segundo Breno Lobo, chefe de divisão no BC, o sistema deve ajudar mais de 45 milhões de pessoas “desbancarizadas” a ter acesso a serviços financeiros no país, conforme afirma em entrevista ao InfoMoney.

Para usar o sistema de pagamento online, os pagadores e recebedores precisam ter uma conta em banco, instituição de pagamento ou fintech (não necessariamente uma conta corrente), ou ainda uma carteira digital.

Essas empresas fazem o papel de provedores de Serviços de Pagamento Instantâneo (SPI), e os consumidores precisam apenas de um smartphone com acesso à internet para fazer as transações pelo Pix.

Como funciona o Pix?

Já sabemos o que é Pix, mas como ele funciona? Existem inúmeras possibilidades e o Pix está em constante atualização. Para começar, o sistema de pagamento oferece os seguintes serviços:

  • transferências instantâneas de dinheiro entre pessoas e empresas (gratuitas para pessoas físicas);
  • pagamento de contas, faturas e boletos;
  • recolhimento de impostos e taxas de serviços (como emissão de passaportes);
  • pagamento de compras online e em estabelecimentos físicos;
  • saques na rede varejista.

 

As transações podem ser feitas de três formas:

  • via QR Code estático ou dinâmico;
  • via chave de endereçamento (senha digitada no app);
  • via tecnologias de aproximação.

 

Entenda o que são as chaves do Pix e por que você deve criar as suas.

No caso, o QR code estático pode ser usado em múltiplas transações e permite a definição de valor de um produto ou pelo pagador.

Já o QR code dinâmico é renovado a cada compra (ideal para compras no dia a dia).

Confira o vídeo do Banco Central sobre o Pix:

 

O fato é que, com um simples toque no ícone do Pix, é possível transferir dinheiro instantaneamente (em até 10 segundos) para alguém apenas com o número de celular do destinatário, por exemplo, ou ter acesso a todos os dados da compra com uma rápida leitura de QR Code.

Como o Pix está mudando nossa vida financeira?

Agora que você sabe como funciona o Pix, deve imaginar seu potencial revolucionário na vida financeira dos brasileiros.

Confira algumas mudanças importantes que esse sistema está proporcionando!

Fim do TED e do DOC?

Os famosos TED (Transferência Eletrônica Disponível) e DOC (Documento de Ordem de Crédito), que funcionam somente em dias úteis e podem cobrar até R$ 20 em uma única operação, estão com os dias contados.

Com o sistema de pagamento Pix, você pode fazer transferências instantâneas de graça a qualquer momento, sem burocracia, prazos e tarifas abusivas.

Vale lembrar que a Neon já estava à frente nesse assunto, com suas transferências rápidas, ilimitadas e sem cobrança de taxas para todos os bancos.

Conheça as diferenças entre Pix, TED e DOC.

Substituição dos boletos e cartões de débito

Outros meios tradicionais que estão ameaçados pelo Pix são os boletos e cartões de débito.

As desvantagens do boleto você já conhece: tarifa de emissão, pagamento por código de barras e prazo para compensação.

Com o Pix do Banco Central, não é preciso esperar mais que 10 segundos para pagar uma compra, além de ser um processo muito mais rápido e barato.

Já o cartão de débito perde para o Pix na praticidade e por um detalhe importante: o sistema do BC não exige que o cliente tenha, necessariamente, uma conta bancária, oferecendo as contas digitais como alternativa.

Por outro lado, o cartão de crédito continua indispensável, pois o Pix só funciona para operações de débito.

Redução do uso de dinheiro vivo

Apesar do avanço dos pagamentos com cartão e digitais, grande parte das transações de pequenos valores ainda são feitas com dinheiro vivo.

Mas esse cenário já está mudando com o Pix, que incentiva o pagamento digital mesmo para compras abaixo de R$ 10 — é possível fazer transferências a partir de R$ 0,01.

Logo, a tendência é que as pessoas não precisem mais usar cédulas e moedas no seu dia a dia, por uma questão de segurança e conveniência.

Veja 9 motivos para acreditar no fim do dinheiro de papel.

Fortalecimento do Open Banking

O Pix também vai fortalecer a implementação do Open Banking, ou Sistema Financeiro Aberto, no Brasil.

Em junho de 2020, o Banco Central anunciou as regras iniciais para o novo sistema, que deverá descentralizar os dados bancários e criar um ecossistema 100% integrado.

Assim, você se torna dono dos seus dados, e pode decidir com quais instituições eles serão compartilhados e quais os serviços mais convenientes para fazer suas transações.

 

Entendeu o que é Pix e como esse sistema está revolucionando nossa forma de pagar e receber dinheiro?

Conta para a gente nos comentários se o Pix já faz parte da sua rotina financeira.😉

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