Logo_neon-degrade
ABRA SUA CONTA

Saiba o que é open banking e como ele chegou para facilitar a sua vida

Time Neon

O open banking vai realizar seu sonho de ter acesso a serviços financeiros inovadores, em um ambiente 100% digital e sem burocracia.

Estamos falando de um novo modelo de setor financeiro, em que os bancos e fintechs abrem seus sistemas e trabalham integrados para oferecer as melhores soluções para você!

Nesse novo mercado, você tem o poder dos seus dados financeiros e pode escolher com quais empresas quer compartilhar suas informações, além de movimentar sua conta em diferentes plataformas e gerenciar seu dinheiro com maior autonomia. Legal, né?

E mais: o Brasil está na dianteira dessa inovação, com planos de colocar o sistema em funcionamento já no final de 2020!

Então, é melhor você conhecer o open banking agora mesmo e se preparar para as mudanças.

Leia até o fim e fique por dentro dessa revolução no setor financeiro. 

O que é open banking

O open banking, ou sistema bancário aberto, é um modelo de mercado baseado no compartilhamento padronizado de dados e serviços entre instituições financeiras, que permite a abertura e integração de plataformas e sistemas.

Em outras palavras: é uma nova forma de bancos e fintechs trabalharem, que tem como premissa a abertura do mercado, descentralização e portabilidade de dados financeiros.

Como sabemos, o setor financeiro é altamente concentrado no Brasil, e o open banking muda totalmente esse cenário ao ampliar a oferta de produtos e serviços - aumentando também a concorrência.

Nesse modelo, você tem o poder das suas informações porque pode escolher com quais empresas compartilhar esses dados, gerenciando seus produtos financeiros online e com total liberdade.

Assim, você pode simplesmente levar todo o seu histórico de crédito para outra instituição na hora que quiser, sem precisar começar a relação do zero e passar por toda a análise de perfil de novo.

Para oferecer essa possibilidade, o open banking conecta os bancos por meio de uma tecnologia chamada API (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos).

O que são as APIs do open banking

As APIs são o principal pilar do open banking, pois permitem que os sistemas bancários conversem entre si de forma integrada e segura.

Basicamente, a API é uma tecnologia usada para “abrir” os sistemas e permitir a troca de informações entre aplicações com linguagens diferentes. Ou seja, ela funciona como uma espécie de “ponte” que conecta aplicativos.

No caso do open banking, não existe uma única plataforma usada por todas as instituições, mas sim APIs abertas que permitem a qualquer empresa desenvolver aplicações conectadas ao sistema dos bancos.

O Reino Unido foi um dos primeiros países a adotar o open banking em 2018 e já tem mais de 180 milhões de APIs ativas, seguido pelo restante da Europa e Austrália, segundo dados da OBIE (Open Banking Implementation Entity) publicados em inglês no The Global Treasurer.

No Brasil, o Banco do Brasil já adotou o Open Banking por meio de um padrão internacional de autorização chamado OAuth. É o mesmo padrão de segurança que permite que você faça login nas suas redes sociais em sites de terceiros (o famoso “deseja se conectar com seu Facebook?”), sem expor sua senha.

Assim, o OAuth protege o acesso pelas APIs, permitindo que você use aplicativos e serviços de parceiros do banco na sua conta e experimente novos serviços.

Por exemplo, você pode usar um app de controle financeiro incrível e decidir conectá-lo à sua conta bancária, liberando acesso aos seus dados para ter uma experiência mais completa.

Essa conexão é possível graças às APIs abertas do open banking, que abrem um novo mundo de possibilidades de serviços financeiros ao mesmo tempo em que protegem seus dados.

Ok, mas como o open banking funciona na prática?

Na prática, o open banking é uma expansão digital sem precedentes do setor financeiro, onde você assume o controle dos seus dados e pode escolher os melhores produtos e serviços pela internet.

Com certeza, você já pensou em mudar de banco e ficou com preguiça só de imaginar a burocracia do processo, ou desanimou ao pensar que levaria meses para ter alguma oferta personalizada.

O open banking acaba com esse problema, pois você pode autorizar o acesso aos seus dados na hora que quiser e levá-los para qualquer instituição que interesse, disponibilizando em segundos todo o seu histórico e perfil.

Assim, você pode conseguir uma oferta de crédito com juros mais baixos ou uma sugestão de investimento exclusiva para o seu perfil, ou mesmo disponibilizar seus dados para receber ofertas de produtos e serviços personalizados.

Além de movimentar sua conta em diferentes plataformas, você poderá adquirir produtos financeiros de terceiros a partir das suas informações - e não vão faltar empresas criando soluções inovadoras para complementar os serviços bancários.

Mas calma: seus dados não vão ficar “pairando na nuvem” e não vai existir um sistema único para todos os bancos.

O que existem no open banking são “portas” que possibilitam a conexão entre os sistemas e seus dados, mas esse compartilhamento só acontece com o seu consenso e autorização - e a segurança da informação vem em primeiro lugar.

5 vantagens do open banking que vão revolucionar o setor financeiro

O open banking é revolucionário para o setor financeiro, e suas vantagens vão desde a liberdade do cliente até as oportunidades de negócios para os bancos.

Veja o que vai mudar para melhor:

1. Empoderamento do cliente

Uma das principais vantagens do open banking é o empoderamento do cliente, que tem absoluto controle de seus dados e não fica mais refém de uma única instituição.

No modelo tradicional, os bancos e fintechs competem entre si retendo informações estratégicas sobre os clientes. No open banking, o cliente retoma o poder de suas informações e usa esses dados para conseguir o melhor atendimento e produtos e serviços de qualidade superior.

2. Aumento da concorrência

O open banking promete reduzir a concentração do setor financeiro e aumentar a concorrência ao abrir o mercado para novos produtos e serviços.

A lógica é simples: com a integração entre sistemas e portabilidade de dados, haverá espaço para novas empresas que vão desenvolver verdadeiros ecossistemas de inovação.

De acordo com o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, o open banking terá o papel de mudar a dinâmica de competição no mercado de serviços financeiros.

Em entrevista publicada na InfoMoney, ele afirma: “A concorrência não se dará mais pela escala ou pelo tamanho do capital das instituições, mas sim pelo entendimento das demandas dos consumidores e pelo desenvolvimento de novas soluções”.

Ou seja: o mercado vai se abrir para fintechs, plataformas de crédito, bancos digitais e outras empresas interessadas em surpreender o consumidor com novidades.

3. Inclusão financeira

A expectativa é de que o open banking também gere inclusão financeira, expandindo a distribuição de serviços para pessoas que não têm acesso a crédito, por exemplo.

Hoje, o Brasil tem cerca de 45 milhões de pessoas desbancarizadas, de acordo com uma pesquisa do Instituto Locomotiva publicada na Época Negócios em 2019.

Com o mercado aberto, mesmo quem ainda não tem conta bancária terá oportunidade de acessar produtos e serviços em diferentes plataformas financeiras.

4. Mais eficiência nos processos

O open banking também proporciona mais eficiência operacional para bancos e fintechs, pois a integração por APIs corta intermediários e agiliza os processos.

Com isso, os preços tendem a cair, e todos saem ganhando - tanto o cliente que paga menos quanto a instituição que reduz seus custos.

5. Novas fontes de receita e oportunidades

Para os bancos, o open banking é uma oportunidade de ampliar os canais para oferecer produtos e serviços, gerando novas fontes de receita.

Para você ter uma ideia, a população do Reino Unido deve movimentar mais de US$ 7 bilhões adicionais no sistema financeiro até 2022 graças ao open banking, segundo uma pesquisa feita pela PwC publicada (em inglês) em 2019.

A instituição também pode participar das vendas de produtos e usar a inteligência da plataforma para criar soluções. Além disso, os bancos que colaborarem com fintechs e desenvolvedores terão mais chances de fidelizar seus clientes e fortalecer sua reputação no mercado.

A chegada do open banking no Brasil

O Brasil assumiu o open banking como medida prioritária da agenda de inovação do Banco Central, e a estrutura do novo modelo deve ser formalizada até o final de julho de 2020.

A princípio, os bancos médios e grandes terão participação obrigatória, enquanto as fintechs e demais agentes podem escolher se querem entrar no sistema.

Conforme anunciado pelo BC, o open banking será implementado em quatro fases:

  • Fase 1: a partir de 30 de novembro de 2020, as instituições devem divulgar as informações dos produtos e serviços que oferecem;
  • Fase 2: nessa fase, serão compartilhados os dados de cadastro de clientes e suas transações (somente com autorização), com prazo limite de 31 de maio de 2021;
  • Fase 3: para os clientes que aceitaram, terá início o compartilhamento de dados de transações e pagamentos, indo até 30 de agosto de 2021;
  • Fase 4: finalmente, serão compartilhados todos os dados com o ecossistema, incluindo transações, operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência, etc., concluindo o processo em 25 de outubro de 2021.

Vale lembrar que o Banco Central terá o papel de supervisionar e regular o novo sistema, garantindo a segurança dos dados de cidadãos e empresas.

Afinal, o grande desafio do open banking é manter uma regulação eficiente sobre o compartilhamento de dados e transações, além de padronizar a tecnologia e garantir a governança das instituições.

Se tudo der certo, estaremos ao lado dos pioneiros do open banking no mundo, vivenciando uma verdadeira revolução nos serviços financeiros - e claro que a Neon vai embarcar nessa junto com você!

E aí, ficou empolgado com as promessas do open banking? Comente o que achou da novidade.

Leia mais:

+ NFC: conheça a tecnologia por trás do pagamento por aproximação

+ O que é IOF, como funciona e quando é cobrado?

+ PIX: tudo sobre o novo sistema de pagamento instantâneo

+ O que é o Banco Mundial e como ele funciona

Comentários