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O que é ESG? Veja como ele está mudando os investimentos para melhor

Time Neon

Atualizado em 15 de junho de 2021

Se você ainda não sabe o que é ESG e como essas três letras estão mudando os investimentos, é bom prestar atenção.

Imagine um mundo em que o investidor não considera apenas o lucro na hora de aplicar seu dinheiro em uma empresa, mas também a forma como a instituição trata as pessoas, o meio ambiente e a comunidade.

Esse pode ser o “novo normal” daqui para frente, graças ao crescimento das práticas ESG e a valorização de negócios responsáveis com o ambiente, sociedade e sua própria gestão.

Por isso, aqui vamos mostrar: 

 

Ficou interessado em saber o que é ESG e como ele transforma o mercado financeiro?

Leia até o fim e descubra como entrar nessa tendência de sustentabilidade e responsabilidade social no mundo dos investimentos.

O que é ESG?

A sigla ESG significa environmental, social and governance, em tradução para o português "ambiental, social e governança". Basicamente, são três critérios de análise que os investidores usam para definir se vale a pena investir em um negócio.

  • Ambiental: se a empresa minimiza seus impactos ambientais e se preocupa com questões como emissão de CO2, eficiência energética, descarte do lixo, uso da água, preservação do meio ambiente, etc.
  • Social: se a empresa respeita os direitos dos colaboradores, cuida da segurança do trabalho, promove o bem-estar no ambiente de trabalho e contribui com a comunidade
  • Governança: se a empresa adota as melhores práticas de governança corporativa, como ter um conselho diverso, praticar a transparência na prestação de contas, combater a corrupção e priorizar a ética

 

Cada um desses fatores é usado por investidores, analistas financeiros e fundos de investimento para escolher as empresas que vão receber seu dinheiro, levando em conta a conduta socioambiental e de responsabilidade corporativa.

Se antes os investidores se preocupavam apenas com a performance financeira das empresas, hoje o padrão ESG está se tornando referência para escolher onde investir — os chamados Investimentos Socialmente Responsáveis (SRI).

Essa mudança vem da necessidade de contribuir para um mundo mais justo e sustentável, e frear o esgotamento de recursos do planeta, além de priorizar empresas que estão mais preparadas para enfrentar os desafios futuros e buscar solidez em longo prazo.

Em outras palavras: o mercado financeiro percebeu que é hora de valorizar as empresas socialmente e ambientalmente responsáveis, que têm mais condições de lidar com as mudanças no consumo e usar os recursos naturais de forma inteligente.

Origem e princípios do ESG

Apesar de ter ganhado destaque há pouco tempo, o conceito ESG é antigo no mercado financeiro.

Valores éticos

Lá nos anos 1950 e 1960, alguns investidores já excluíam empresas que desrespeitavam valores éticos e morais, como as organizações que se relacionavam com o apartheid (regime de discriminação racial) da África do Sul, conforme conta o "Guia Novo Valor - Sustentabilidade nas Empresas da B3".

Práticas ambientais, sociais e de governança

Já na década de 1980, o ESG ganhou força com o favorecimento de empresas com boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Sustentabilidade

Em 1999, enfim, foi criado o Índice Dow Jones de Sustentabilidade: o primeiro índice global dedicado a mapear empresas que adotam práticas sustentáveis.

Desse momento em diante, várias bolsas ao redor do mundo criaram seus próprios índices inspirados no padrão ESG, inclusive o Brasil, com seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

Princípios para o investimento responsável

Outro grande marco do ESG foi a criação dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI, na sigla em inglês), iniciativa da ONU e investidores institucionais que tem a missão de popularizar os investimentos responsáveis no mundo e já conta com milhares de signatários.

Por que o ESG está em alta nos investimentos?

Muitas pessoas só estão descobrindo o que é ESG agora, depois do aumento das discussões a respeito do assunto no mundo inteiro. Mas é fácil entender por que o tema só veio à tona agora, se acompanharmos os últimos acontecimentos no mercado financeiro.

Em janeiro de 2020, o presidente da BlackRock — maior gestora de investimentos do mundo, com US$ 7 trilhões em ativos — anunciou que não vai mais investir em setores que emitem muito CO² na atmosfera, como a indústria de carvão, e pretende redirecionar o dinheiro para segmentos mais sustentáveis, conforme noticiado na Folha.

No mundo todo, os investimentos responsáveis já representam mais de 31 trilhões de dólares e 36% dos ativos totais, segundo dados da Global Sustainable Investment Alliance publicados na Valor Investe, e surgem cada vez mais “fundos de sustentabilidade” ou "fundos de investimento sustentável".

No Brasil, uma Pesquisa de Sustentabilidade da ANBIMA mostrou que 85,4% dos gestores de investimentos do país sabem o que é ESG e usam os critérios para tomar decisões.

Além disso, as grandes corporações estão puxando a tendência: a Apple anunciou em julho de 2020 que vai neutralizar toda sua emissão de carbono até 2030, enquanto a Microsoft prometeu acabar com o CO² na sua produção até 2030.

Com a pandemia, investir em empresas que conseguem se adaptar às mudanças e apoiar o desenvolvimento sustentável se tornou ainda mais importante.

Ou seja: quem não começar a pensar nos critérios e princípios ESG pode ficar para trás no mercado financeiro e perder investimentos daqui para frente.

O que empresas e investidores ganham com o ESG?

Saber o que é ESG e valorizar essas práticas responsáveis nos investimentos é vantajoso para empresas, investidores e toda a sociedade.

Para as empresas, é uma oportunidade de se adequar ao “novo normal” e buscar sustentabilidade a longo prazo.

Isso porque os padrões ESG não servem apenas para ajudar o planeta, mas também para tornar a empresa mais eficiente e aumentar a resiliência durante crises.

Além disso, empresas que adotam as melhores práticas ambientais, sociais e de governança conseguem otimizar seus investimentos, reduzir problemas legais, aumentar a receita, diminuir custos e elevar a produtividade, para citar apenas alguns exemplos.

Consequentemente, os investidores que escolhem empresas ESG têm um retorno financeiro maior e ainda contribuem com o desenvolvimento sustentável.

O desempenho superior é explicado pela redução dos riscos e geração de valor a longo prazo, já que os valores ESG representam o futuro da economia — possivelmente, da economia circular.

5 dicas para investir em empresas alinhadas ao ESG

Agora que você sabe o que é ESG, que tal focar em investimentos sustentáveis, ou seja, em empresas que atendem aos critérios de sustentabilidade?

Se você ainda não investe, aproveite para conferir nosso artigo sobre 8 cursos gratuitos de investimentos para aprender a investir.

Então vamos às dicas para adotar o ESG na vida financeira.

1. Utilize filtros para investir

Os investidores que entendem o que é ESG e querem contribuir para um mundo melhor utilizam vários filtros na hora de escolher empresas para aplicar seu dinheiro.

No topo da lista preferencial, estão empresas que atendem aos seguintes critérios:

  • Utilizam energias renováveis
  • Investem em pesquisa para melhorar sua sustentabilidade
  • Compensam a emissão de gases de efeito estufa
  • São transparentes na divulgação das informações
  • Inovam em tecnologia para o desenvolvimento sustentável
  • Respeitam os direitos humanos
  • Combatem a corrupção
  • Promovem o bem-estar de clientes, colaboradores, parceiros e comunidade local
  • Desenvolvem ações de responsabilidade socioambiental

 

Então, se você pretende comprar ações na bolsa, por exemplo, é importante partir desses filtros básicos para montar sua carteira.

2. Use o Índice de Sustentabilidade da B3

Como vimos, a própria bolsa de valores brasileira divulga quais são as empresas mais adaptadas ao ESG por meio do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

As organizações listadas na bolsa são avaliadas pela eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e sustentabilidade para compor o índice.

No site você pode conferir as empresas elegíveis para a carteira sustentável e usar essas informações para investir melhor.

3. Prefira empresas com certificações

Outra dica para investir em empresas alinhadas ao ESG é buscar por certificações e selos que comprovam as práticas responsáveis.

Alguns exemplos são o Pacto Global (valores de direitos humanos e combate à corrupção), Princípios de Investimentos Responsáveis, Carbon Disclosure Program (redução de emissão de CO2) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental).

4. Busque por fundos ESG

Os fundos de investimento ESG reúnem ações de empresas que respeitam os critérios ambientais, sociais e de governança corporativa, permitindo que você compre cotas e invista indiretamente nesses negócios.

Apesar de já serem populares no mundo, os fundos ESG estão começando a aparecer por aqui e ainda não são muito conhecidos.

Atualmente, existem produtos como o Trend ESG Global da XP Investimentos, Total Impacto FIA da SulAmérica Investimentos e JGP ESG Master FIA da JGP Investimentos, para citar alguns exemplos.

Mas lembre-se: você só deve começar a investir nesse tipo de produto financeiro depois de ter um bom conhecimento do mercado e conhecer os riscos.

Veja aqui a respostas para as principais dúvidas a respeito de investimentos para iniciantes.

5. Invista em títulos verdes

Se você ainda não está pronto para investir em ações por causa dos altos riscos da renda variável, também pode buscar investimentos responsáveis na renda fixa.

Uma opção interessante são os títulos verdes, também chamados de green bonds, que servem para financiar projetos de infraestrutura sustentáveis.

Funciona assim: uma empresa emite um título de dívida para captar recursos para um projeto sustentável, e, ao comprá-lo, você “empresta” dinheiro para financiar a obra e recebe um retorno em juros em troca.

No Brasil, esses títulos podem ser emitidos como debêntures, cotas de fundos, letras financeiras e notas promissórias.

Em junho de 2020, por exemplo, o governo criou as debêntures verdes incentivadas, que devem incentivar projetos ambientalmente sustentáveis e atrair investidores.

 

Entendeu o que é ESG e como esse conceito está mudando o mundo dos investimentos?

Conta para a gente nos comentários se você já conhecia o assunto!

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