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Renda fixa: como funciona + respostas para 8 dúvidas frequentes

Time Neon

Quer entender melhor como funciona a renda fixa, quais são os principais investimentos disponíveis e por onde começar a aplicar seu dinheiro?

Se você tem essas dúvidas, é porque quer preservar e multiplicar seu patrimônio, e essa é a preocupação inicial que vai guiar sua jornada financeira.

De fato, a renda fixa pode ser uma porta de entrada para o mundo dos investimentos, com aplicações mais simples e seguras. Fazem parte dela a poupança, CDBs, títulos do Tesouro Direto e diversas outras aplicações que você vai conhecer ao longo do artigo.

Aqui mostraremos:

 

Continue lendo e confira as respostas para os questionamentos mais comuns sobre esse investimento.

Renda fixa: como funciona?

Entender como funciona a renda fixa é um dos primeiros passos para os investidores iniciantes. Basicamente, essa é uma categoria de investimentos que tem sua rentabilidade conhecida no momento da aplicação.

Veja aqui qual a diferença entre rentabilidade e liquidez.

Isso significa que você consegue prever (ou pelo menos estimar) quanto vai ganhar com o investimento desde o início, seja por meio de uma taxa prefixada ou um índice de referência.

Por essa razão, a renda fixa é considerada uma modalidade mais segura e previsível para investir — o que não significa que está livre de riscos.

São exemplos de investimentos de renda fixa a poupança, o Tesouro Direto e CDBs (Certificados de Depósito Bancários), que vamos conhecer melhor mais adiante.

Esses títulos têm em comum sua forma de remuneração: ao comprar um deles, você “empresta” dinheiro a um banco ou empresa e recebe o capital investido + juros (fixos ou flutuantes) ao final da aplicação.

Por isso, os títulos de renda fixa são considerados títulos de dívida e representam uma promessa de pagamento do emissor ao investidor.

Renda fixa vs. renda variável

Agora que você sabe como funciona a renda fixa, fica mais fácil entender a dinâmica da renda variável.

O próprio termo “variável” já diz muito sobre essa categoria de investimentos, que tem como principais características a imprevisibilidade e volatilidade de seus ativos.

Resumidamente, você não sabe quanto vai ganhar quando investe em um ativo de renda variável, porque a rentabilidade varia conforme os movimentos do mercado e fatores econômicos.

O exemplo clássico é o eterno sobe e desce dos preços das ações na bolsa de valores, na qual a cotação dos ativos é definida pela oferta e demanda do mercado.

Logo, é claro que os riscos envolvidos são maiores — mas também há oportunidades de ganhos superiores em relação à renda fixa.

De qualquer forma, você precisa primeiro compreender como funciona a renda fixa para depois se aventurar na renda variável, seguindo a lógica de aprendizado dos investimentos.

Confira 8 cursos gratuitos que vão te ensinar sobre investimentos.

Como os investimentos da renda fixa funcionam

Para aprender como funciona a renda fixa, você precisa conhecer os principais investimentos dessa categoria. Veja um resumo sobre cada um deles.

Poupança

A caderneta de poupança é o investimento de renda fixa mais popular do país, preferido por 88% dos brasileiros, segundo a pesquisa Raio X do Investidor publicada em 2019 pela ANBIMA.

Ela é considerada a aplicação mais simples do mercado, pois é muito fácil de movimentar (conta poupança), tem liquidez diária e não é tributada pelo Imposto de Renda.

No entanto, sua rentabilidade também é a mais baixa (atualmente, 70% da Taxa Selic + Taxa Referencial), perdendo para a inflação em vários momentos.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é o programa de compra e venda de títulos públicos do governo federal, considerado um dos investimentos mais seguros do mercado.

Ao comprar um título, você empresta dinheiro ao governo para financiar a dívida pública e recebe uma remuneração em juros, que pode ser prefixada (taxa de juros fixa definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (rentabilidade atrelada a um índice de referência).

Os títulos disponíveis são Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA, que possuem liquidez diária e têm a rentabilidade tributada pelo IR.

CDB

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos.

Assim como os títulos públicos, ele pode ter sua rentabilidade pré ou pós-fixada, mas os mais populares são os que remuneram com base no CDI (por exemplo, 90% do CDI ou 100% do CDI).

Existem CDBs com liquidez diária e outros que só podem ser resgatados após o prazo de carência e vencimento.

Saiba mais sobre o que é o investimento CDB aqui.

LCA e LCI

LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letras de Crédito Imobiliário) são títulos de renda fixa que financiam o setor agropecuário e imobiliário.

Eles são emitidos por bancos e financeiras assim como os CDBs, e também possuem diferentes rentabilidades (prefixadas ou indexadas ao CDI, IPCA ou IGP-M, por exemplo).

Uma das principais vantagens das letras de crédito é que não há cobrança de IR sobre os rendimentos.

Por outro lado, seus prazos de resgate costumam ser mais longos e as aplicações iniciais são mais altas.

Debêntures

Debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas para captar investimentos.

Nesse caso, você empresta dinheiro diretamente a uma organização que devolve o capital com juros ao final da aplicação, seguindo as mesmas regras dos títulos anteriores.

No mercado, existem debêntures normais, que são tributadas pelo IR, e debêntures incentivadas, que são isentas de tributação por estarem ligadas a projetos de infraestrutura.

A rentabilidade costuma ser mais atrativa do que de outros títulos, mas os prazos de resgate são os mais longos da renda fixa.

Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa são fundos de investimentos compostos por no mínimo 80% de ativos de renda fixa, como CDBs, títulos públicos e LCIs/LCAs.

Eles funcionam como um “condomínio”, em que um gestor profissional (que seria o “síndico”) administra os ativos do fundo e cada investidor cotista coloca sua parte em capital (que seria o “aluguel”), formando uma aplicação coletiva.

Ao comprar uma cota, você tem direito a receber os rendimentos do fundo na proporção do seu investimento.

Em sua maioria, os fundos de renda fixa têm como benchmarks (índices de referência) a Taxa Selic e o CDI, e são tributados pelo IR no sistema de come-cotas (antecipação semestral de recolhimento do imposto).

8 dúvidas frequentes sobre como funciona a renda fixa

É normal ter dúvidas sobre como funciona a renda fixa quando você está começando a investir. Veja algumas respostas na nossa FAQ.

1. Qual o valor mínimo para começar a investir em renda fixa?

Não é preciso ter muito dinheiro para começar a investir em renda fixa.

Para você ter uma ideia, o Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 30 e você encontra vários fundos de investimentos que aceitam aplicações iniciais de R$ 100.

Já no CDB Neon, você pode aplicar a partir de R$ 10. Sim! Você pode fazer um investimento de renda fixa direto pelo app Neon em poucos cliques. Se você ainda não tem uma conta, abra a sua agora mesmo!

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2. Quais são os riscos da renda fixa?

Apesar de ser previsível e indicada para investidores de perfil conservador, a renda fixa também tem seus riscos, como qualquer investimento.

O mais comum é o risco de crédito, já que o pagamento dos rendimentos do título é de responsabilidade do emissor (banco, financeira ou empresa), e pode acontecer o famoso “calote” se a instituição falir.

Mas, mesmo que a instituição emissora quebre, muitos títulos de renda fixa são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF ou instituição financeira no caso de não pagamento da aplicação.

Alguns exemplos de títulos com cobertura são CDBs, LCAs/LCIs e poupança — lembrando que os títulos públicos têm menor risco de crédito porque são garantidos pelo próprio Tesouro Nacional.

Além disso, a renda fixa está sujeita ao risco de mercado, que é o impacto das negociações no valor dos títulos. Por exemplo, se você compra um título do Tesouro Prefixado e os juros começam a subir, ele perde valor de mercado — a chamada “marcação a mercado”.

Mas, nesse caso, só há risco de perda se você vender o título antes do prazo de vencimento.

Por fim, existe o risco de liquidez, que é a dificuldade para vender o título e resgatar o dinheiro quando o prazo de vencimento é longo ou não há demanda no mercado.

3. Posso retirar o dinheiro quando quiser?

Como vimos, a liquidez varia muito nos investimentos de renda fixa — e quanto maior a liquidez, menor a rentabilidade.

Se você quiser investir com a segurança de ter acesso ao seu dinheiro com rapidez caso surja algum imprevisto, por exemplo, como é o caso da reserva de emergência, sempre escolha os títulos com liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados a qualquer momento.

Se quiser maior rentabilidade, terá que deixar o dinheiro aplicado por mais tempo, optando por títulos com resgate em alguns meses ou anos.

Você sabe o que é reserva de emergência? Aprenda a montar uma.

4. Como saber quanto vou ganhar com o título de renda fixa?

Nos investimentos acima, deu para perceber que existem três formas de rentabilidade na renda fixa:

  • Taxa prefixada: a taxa de juros é a mesma do início ao fim do investimento, e você já sabe exatamente quanto vai ganhar desde a aplicação (ex.: Tesouro Prefixado que paga 7% ao ano)
  • Taxa pós-fixada: a rentabilidade é dada por um índice de referência como a Taxa Selic, CDI ou IPCA, ou seja, seus ganhos dependem da oscilação desses indicadores
  • Taxa híbrida: combina um índice de referência com taxas de juros prefixadas em um mesmo título (ex.: Tesouro IPCA que rende a variação da inflação + 2%)

 

Logo, você só sabe exatamente quanto vai ganhar nos títulos prefixados — nos outros, é preciso acompanhar as variações dos índices de referência para fazer a estimativa.

5. Qual é a aplicação mais rentável em renda fixa?

Geralmente, as aplicações mais rentáveis da renda fixa são as de menor liquidez, ou seja, com prazos de resgate bem longos.

Por exemplo, é possível encontrar CDBs, LCIs e LCAs que pagam até 150% do CDI, com prazos de resgate entre 1 e 5 anos.

Já algumas debêntures que pagam melhor têm prazos de vencimento entre 5 e 10 anos (nesse caso, sem cobertura do FGC).

Ou seja: se você quer ganhar mais, precisa correr mais riscos e abrir mão da liquidez.

6. Qual a diferença entre data de carência e data de vencimento do título?

A carência indica a data a partir da qual você pode resgatar seu título, enquanto o vencimento é a data final da aplicação, quando o investimento é encerrado e você recebe todo o dinheiro aplicado e os rendimentos.

Após cumprida a carência, você tem a opção de vender o título antes do vencimento — mas fique atento à marcação a mercado para não perder dinheiro.

7. Renda fixa ainda vale a pena com os juros baixos?

Com a tendência de queda da Taxa Selic, a rentabilidade da renda fixa também é derrubada.

De fato, o rendimento das aplicações de renda fixa chega a ser simbólico quando os juros estão muito baixos, mas ainda é fundamental manter parte do patrimônio preservado nesses ativos.

Ao mesmo tempo, é recomendado que o investidor diversifique sua carteira e aloque uma parte em renda variável para obter um retorno melhor — desde que tenha o conhecimento necessário, é claro.

8. Como começar a investir em renda fixa?

Para começar a investir em renda fixa, você só precisa abrir uma conta em uma corretora de valores e traçar sua estratégia de investimento.

Depois de escolher os títulos, basta transferir o dinheiro para a sua conta e aplicar em poucos cliques. Um bom começo é montar sua reserva de emergência em um título de baixo risco e liquidez diária, como um CDB ou Tesouro Selic.

Veja aqui como aprender a investir do zero e multiplicar seu dinheiro.

 

E agora, ficou mais claro como funciona a renda fixa? Deixe seu comentário contando se ficou inspirado para investir!

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