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Renda fixa: conheça as melhores opções para investir com segurança

Time Neon

Muito além da poupança, você PRECISA (sim, em letras garrafais) conhecer e entender as opções de investimento em renda fixa.

A razão é simples: a velha caderneta de poupança é uma das aplicações mais populares entre os brasileiros. Apesar disso, há um cardápio amplo de alternativas para investir em renda fixa. Isso significa aplicar com pouco dinheiro, baixo risco, bom nível de segurança e rendimento superior ao da poupança.

Mas calma aí, antes de explicar os principais tipos de investimento, vale entender o que é a tal da renda fixa e para quais objetivos ela é indicada.

O que é renda fixa? Como funciona?

Renda fixa é o tipo de investimento em que é possível ter no mínimo um parâmetro de quanto será sua rentabilidade ao final do prazo da aplicação.

Renda fixa significa rentabilidade fixa, certo? Errado. Essa é uma das dúvidas mais comuns entre as pessoas que estão começando a mergulhar no universo dos investimentos. Pois bem, ao investir em renda fixa, dá pra conhecer de antemão ou conseguir prever o retorno da sua aplicação, ou seja, quanto aquele trocado que você investiu vai render em um determinado período (prazo).

Para ficar mais claro, vamos comparar esse conceito com o de investimento em ações, modalidade enquadrada na categoria renda variável. Perguntinha: quando você compra uma ação de uma empresa na B3, a bolsa de valores brasileira, é possível saber quanto o investimento vai render em um ano? E em dois? Cinco? Difícil de responder, né? Melhor enviar aos estudiosos de plantão, conhecidos como analistas de investimento.

Mas a regra é a seguinte: na renda variável, o rendimento não é garantido e, sim, você pode ter prejuízo (inclusive, pode ser bem grande se não estudar bem o assunto). Já nos investimentos em renda fixa, você tem ideia de qual será o rendimento, mesmo que ainda não conheça o valor exato.

Por exemplo, um título que remunera IPCA (índice de inflação) + 4,5% ao ano, com vencimento em 2030. Traduzindo em miúdos, se você manter esse papel até a data de vencimento, receberá a variação do IPCA no período + juros de 4,5%. Nada mau, né? Observação: o exemplo é hipotético.

Para que serve a renda fixa?

Tá aí uma boa pergunta e que vamos responder sem enrolação. Os investimentos em renda fixa costumam ser procurados por investidores mais conservadores, afinal algumas aplicações têm boa liquidez (facilidade em resgatar, ou seja, transformar o investimento em dinheiro na sua conta) e segurança (cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC). Uma combinação infalível, não?

Por isso, planejadores e consultores financeiros recomendam ter uma parcela do patrimônio aplicada em renda fixa. Além disso, tais aplicações funcionam como instrumentos importantes para uma reserva de emergência, ou seja, aquele dinheiro que vai te socorrer nos momentos de aperto ou em situações inesperadas, como desemprego e problemas de saúde.

Tipos de investimento em renda fixa

É comum ouvir perguntas como “qual o melhor investimento?”. Isso também ocorre quando falamos de uma categoria de aplicações financeiras, como renda fixa.

Anota aí: não existe o melhor investimento em renda fixa, e sim aquele mais adequado ao seu perfil, horizonte de tempo, objetivos e às suas necessidades. Então, a resposta nesse caso é “depende”? Sim.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Entre os investimentos em renda fixa, ele é um dos mais conhecidos. O CDB nada mais é que um título emitido por bancos para captar recursos. Ou seja, ao comprar um CDB, você “empresta” dinheiro para o banco que, por sua vez, devolve o valor aplicado com um rendimento, de acordo com o prazo de vencimento.

Existem três tipos de rentabilidade:

  • Prefixada: definida no momento da aplicação. Exemplo: CDB que remunera a uma taxa de 4,2% ao ano;
  • Pós-fixada: atrelada a algum índice ou indicador, por exemplo, CDI, que é uma taxa referencial de aplicações conservadoras. Exemplo: CDB que paga 100% do CDI;
  • Híbrida: inclui uma taxa de juros prefixada mais a inflação (geralmente, IPCA) acumulada num determinado período. Exemplo: CDB que oferece IPCA + 4% ao ano.

 

🡺 Em geral, os CDBs costumam ter o rendimento indexado ao CDI, cujo percentual é bem próximo à Selic, taxa básica de juros da economia, hoje em 5% ao ano.

No caso do CDB da Neon, o rendimento começa em 95% do CDI e, a cada seis meses, vai aumentando em 1%, até chegar a 101% do CDI. Em outras palavras, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, maior será o retorno da sua aplicação.

Títulos públicos do Tesouro Direto

Emitidos pelo Governo Federal, os títulos públicos são garantidos pelo Tesouro Nacional. Trata-se do menor risco de crédito e, portanto, a aplicação financeira mais segura do mercado.

Ao comprar papéis disponíveis no programa do Tesouro Direto, o investidor empresta dinheiro ao Governo Federal que, decorrido o prazo de vencimento do título, devolve o montante aplicado com uma remuneração (que pode ser pós ou prefixada).

Diferentemente do CDB e de outras aplicações de renda fixa, como LCI e LCA, os papéis do Tesouro Direto não contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Mas como falamos no parágrafo anterior, a garantia desse tipo de investimento acaba sendo maior do que a oferecida pelo FGC, cujo limite é de R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira – com um teto de R$ 1 milhão, renovado a cada quatro anos.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

Emitidos por bancos, esses títulos funcionam de maneira parecida com a do CDB. Ambas as letras de crédito contam com cobertura do FGC, por exemplo.

A diferença é que os recursos precisam ser aplicados em projetos do setor imobiliário (LCI) e agronegócio (LCA). Outra distinção é que esses papéis são isentos de Imposto de Renda (IR) para a pessoa física, enquanto o CDB tem tributação conforme a tabela regressiva.

Debêntures

O nome é estranho, mas não é tão difícil de entender esse tipo de investimento. Traduzindo para o português: são títulos de dívida emitidos por empresas privadas ou públicas.

Ao comprar uma debênture, você se torna credor da companhia e ajuda essa empresa a financiar investimentos e projetos. Em contrapartida, ela paga a você juros (rendimento) pelo dinheiro aplicado por um prazo específico. Ao contrário de LCI e LCA, não contam com FGC. Ou seja, o risco é maior.

Quer conhecer outros tipos de investimento? Dá uma olhada nos 7 melhores investimentos para aplicar seu dinheiro em 2019!

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)

Diferentemente de LCI e LCA, apesar de servirem para financiar projetos no setor imobiliário e no agronegócio, esses títulos são emitidos por empresas securitizadoras – instituições não financeiras com registro de companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Em resumo, são papéis de crédito privado com um fluxo de rendimentos, que pode ser recebido periodicamente ou no prazo de vencimento do título. Da mesma forma que as debêntures, esses investimentos não têm proteção do FGC.

Qual tipo de investimento em renda fixa combina mais com o seu perfil? Conta pra gente nos comentários!

 

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