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Onde investir quando a taxa Selic cai

Time Neon

Já falamos sobre ela aqui no blog (leia mais!), mas não custa lembrar da importância dessa taxa chamada de Selic.

Ih, taxa? Ninguém gosta de taxa. Ok, mas a tal da Selic influencia bastante a nossa vida.

Pra começar, ela é considerada a taxa básica de juros da economia brasileira. Basicamente, funciona como um instrumento regulador da inflação e dos juros no país pelo Banco Central (BC), o banco dos bancos.

Não ficou claro? Vamos lá:

O Banco Central é responsável por abrir ou fechar a torneira de dinheiro que circula no Brasil. Por exemplo, se a taxa Selic cair, aumenta o dinheiro em circulação – é o que estamos vivendo hoje, afinal a Selic caiu recentemente de 5% para 4,5% ao ano, menor patamar da história.

A consequência de ter mais dinheiro circulando é que as pessoas gastem mais. É simples: com juro mais baixo, as pessoas acabam voltando a consumir algo que tinham segurado lá atrás.

Pronto, agora que você já entendeu a importância da Selic, vamos falar sobre quatro aspectos:

  1. Como é escolhida a taxa Selic
  2. Quanto vale a Selic
  3. Como isso impacta nos investimentos
  4. Onde investir quando a taxa Selic cai

 

Como funciona a definição da taxa Selic?

De dois em dois meses, o Comitê de Política Monetária (chamado de Copom) do Banco Central define uma meta para a taxa Selic.

Ao cobrarem as taxas de juros nos empréstimos e financiamentos, por exemplo, as instituições financeiras (bancos, por exemplo) precisam usar a Selic como referência.

A mesma regrinha vale para o rendimento das aplicações financeiras que acabam seguindo a trajetória da taxa Selic.

Quanto vale a Selic?

Até 1999, a taxa básica de juros era a chamada Taxa Básica do Banco Central (TBC). De lá pra cá, o Copom passou a divulgar a meta para a taxa Selic. Hoje, o juro básico está em 4,5% ao ano e vem caindo há algum tempinho.

 

 

Como impacta nos investimentos?

Os investimentos que têm a rentabilidade atrelada à taxa básica de juros são diretamente influenciados pela queda da Selic, sabia?

Isso porque o chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário) – taxa que serve como referência para aplicações financeiras conservadoras – é um indicador que acompanha de perto a variação da Selic.

Ou seja, se a taxa básica subir, o CDI também sobe. Se a Selic cair, o CDI também cai. Simples assim.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB), por exemplo, costuma ter a remuneração fixada em percentual do CDI. Por exemplo, você vai investir e encontra um CDB que paga 95% do CDI. Já os títulos públicos conhecidos como Tesouro Selic seguem diretamente a taxa básica de juros, a Selic, como o próprio nome já deixa claro.

Onde investir com a taxa Selic baixa?

Agora que você já sabe da importância da tal da Selic, é bom ficar ligado nos investimentos. Quando a taxa Selic cai, aplicações tradicionais como poupança e títulos públicos do Tesouro Direto ficam com rendimento mais baixo.

Para ver o bolo do dinheiro crescer, é preciso seguir a regrinha básica da diversificação dos investimentos. Na prática, significa considerar outros tipos de investimento, que tenham um pouquinho mais de risco, o que representa, claro, maior potencial de ganhos.

Ei, mas uma coisa é tão importante quanto escolher as aplicações: entender exatamente qual o seu perfil de risco, quais as suas necessidades e os objetivos que pretende alcançar.

Afinal, você quer investir por quanto tempo? Aceita correr mais risco em troca de um rendimento mais farto? Ou pode precisar da grana a qualquer momento?

Não existe uma fórmula mágica que sirva pra mim e pra você, ou pra todos. Cada pessoa tem um estilo de vida e, assim, uma lista diferente de recomendações de investimento.

Mesmo assim, o cenário de juros baixos – que tende a continuar, já sabemos disso – exige correr mais risco para ganhar mais. Não tem muito segredo.

Lembrando que sua reserva de emergência não pode ser mexida, viu? Trate de deixá-la investida em algo que possa ser sacado a qualquer hora, como o CDB com liquidez diária da Neon.

Para objetivos de curto prazo, nem vale tanto a pena correr mais risco – o ideal é investir em renda fixa, mesmo. Para as metas de médio e longo prazo, aí sim é muito diversificar os investimentos com um pouco mais de risco.

Ficou com alguma dúvida? Fala pra gente nos comentários! 😉

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