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O que é Tesouro Direto e como investir em títulos públicos

Time Neon

Atualizado em 20 de abril de 2021

Sabe o que é Tesouro Direto e por que ele é considerado a porta de entrada para o mundo dos investimentos? Estamos falando do programa que conecta você, investidor, aos títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional.

Por meio dele é possível comprar títulos de renda fixa do governo 100% online a partir de R$ 34, com rendimentos acima da poupança, baixo risco e liquidez diária.

Aqui vamos mostrar:

 

Ficou interessando em saber o que é Tesouro Direto e como começar a investir com ele? Continue lendo e veja como aplicar seu dinheiro no investimento mais seguro do país.

O que é Tesouro Direto

É simples definir o que é Tesouro Direto: é o programa de venda de títulos públicos 100% online do governo federal em parceria com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), a bolsa de valores brasileira.

Ele foi lançado em 2002 com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, permitindo aplicações a partir de R$ 34 feitas exclusivamente pela internet.

Basicamente, um título público é uma aplicação financeira de renda fixa emitida pelo Tesouro Nacional para captar recursos e financiar a dívida pública.

Entenda aqui como funciona a renda fixa e confira as respostas para 8 dúvidas frequentes.

Quando você compra um desses ativos, está “emprestando” dinheiro ao governo em troca de uma remuneração em juros. Por isso, o Tesouro Direto é considerado um dos investimentos mais seguros do mercado financeiro, já que é garantido pelo próprio caixa público do país.

Hoje mais de 6 milhões de brasileiros investem no Tesouro Direto, sendo que 68,11% das aplicações têm valor até R$ 1 mil, segundo dados do Ministério da Economia de 2020.

Como funciona o Tesouro Direto

Depois de aprender o que é Tesouro Direto, qualquer pessoa pode comprar títulos públicos do governo e fazer seu dinheiro render com segurança.

Para fazer a aplicação, basta abrir uma conta em uma das corretoras de valores habilitadas e adquirir os títulos pelo sistema da instituição ou pelo Portal do Investidor do próprio governo.

Veja como escolher sua corretora de valores com segurança.

Basicamente, existem três tipos de títulos com rentabilidades diferentes:

  • Títulos prefixados: possuem uma taxa de juros prefixada, ou seja, você sabe exatamente quanto vai ganhar no momento do investimento
  • Títulos pós-fixados: têm sua rentabilidade atrelada a indicadores de referência como a taxa Selic, ou seja, os rendimentos finais dependem da oscilação do índice
  • Títulos híbridos: têm sua rentabilidade composta pela variação da inflação e mais uma taxa de juros prefixada (ex.: IPCA + 3%)

 

Outro ponto importante é que alguns títulos pagam juros semestrais, ou seja, você recebe um cupom de juros a cada 6 meses ao invés de receber toda a rentabilidade no final da aplicação.

Além disso, todos os títulos têm alta liquidez, ou seja, o governo garante a recompra pelo valor de mercado a qualquer momento.

Depois de investir no Tesouro Direto, você pode acompanhar o desempenho das aplicações diariamente pelo Portal do Investidor ou pelo site da sua corretora.

Títulos do Tesouro Direto

Agora que você sabe o que é Tesouro Direto, fica mais fácil explicar as diferenças entre os títulos públicos disponíveis.

Veja quais são eles e como funcionam.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é o título que possui uma taxa de juros fixa, ou seja, você sabe exatamente quanto vai ganhar em rendimentos no ato da aplicação. Um exemplo é o Tesouro Prefixado 2023, que possui rentabilidade anual fixada em 5,33% e vencimento em 1º de janeiro de 2023.

Isso significa que, aconteça o que acontecer, você recebe o capital investido + rendimentos anuais de 5,33% no final da aplicação se mantiver o título até o vencimento — se vender antes, não há garantia.

Por isso, é um investimento interessante para quem quer uma rentabilidade previsível e possui metas de médio e longo prazo, que coincidem com os vencimentos do Tesouro Prefixado.

Entenda aqui qual é a diferença entre rentabilidade e liquidez.

Mas, como os prazos dos títulos são longos, é importante aplicar uma quantia que você não vai precisar retirar tão cedo.

Do contrário, se você resgatar antes do prazo, corre o risco de perder dinheiro se o preço de mercado do título estiver em baixa no momento da venda.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um dos títulos públicos mais tradicionais do Tesouro Direto, pois tem sua rentabilidade atrelada à taxa Selic — a taxa básica de juros do país. Basicamente, ele rende o mesmo que a Selic mais uma taxa prefixada mínima, acompanhando de perto a variação dos juros na economia.

O Tesouro Selic 2025, por exemplo, rende a Selic + 0,2208% e vence em 1º de março de 2025.

O grande diferencial desse título é que ele não sofre marcação a mercado como os outros, ou seja, sua variação de preço é mínima e não há grande riscos de prejuízo com o resgate antecipado.

Por isso, ele é especialmente indicado para reservas de emergência e objetivos de curto prazo, já que rende acima da poupança e oferece o mesmo grau de liquidez. Por outro lado, seus rendimentos podem ser tornar menos atrativos em um cenário de juros baixos

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é um título pós-fixado com rentabilidade atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso quer dizer que seus rendimentos são iguais à variação da inflação mais uma taxa prefixada de juros.

O Tesouro IPCA 2026, por exemplo, rende o IPCA + 3,03% e vence em 15 de agosto de 2026.

Assim como Tesouro Prefixado, ele sofre marcação a mercado, o que torna sua venda antecipada mais arriscada para o investidor. Em um cenário de deflação, por exemplo, o título pode perder valor entre os investidores — e, se for vendido nesse momento, o prejuízo é certo.

Por isso, o ideal é manter o título até o vencimento para proteger seu dinheiro das oscilações da inflação e preservar seu poder de compra.

Logo, o Tesouro IPCA é uma boa opção para investimentos a longo prazo.

Custos para investir no Tesouro Direto

Além de saber o que é o Tesouro Direito e conhecer cada título, você também deve estar ciente sobre os custos do investimento.

Basicamente, são cobrados três tipos de taxas:

  • Taxa de custódia da B3: taxa obrigatória de 0,25% ao ano cobrada pela B3 pelo serviço de custódia dos títulos (aplicações de até R$ 10 mil são isentas)
  • Taxa de administração: é a taxa cobrada pela corretora para custear suas atividades, que é isenta para o Tesouro Direto em várias instituições
  • IOF: o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é cobrado sobre os rendimentos do Tesouro Direto quando a aplicação é resgatada em menos de 30 dias

 

Além disso, os rendimentos do Tesouro Direto são tributados pelo Imposto de Renda, conforme a tabela regressiva:

Prazo da aplicação

Alíquota IR

Até 180 dias

22,5%

Entre 181 e 360 dias

20%

Entre 361 e 720 dias

17,5%

Acima de 720 dias

15%

 

6 dicas para investir no Tesouro Direto com inteligência

Pronto, você já sabe o que é Tesouro Direto, como investir, quanto custa e quais são os títulos disponíveis.

Agora, confira nossas dicas para investir com inteligência.

1. Escolha uma corretora com taxa zero

Muitas corretoras de valores oferecem taxa zero para aplicações no Tesouro Direito, pois é uma intermediação muito simples.

Por isso, confira na lista de bancos e corretoras se a instituição possui essa isenção antes de abrir sua conta.

2. Comece pelo Tesouro Selic

Como vimos, o Tesouro Selic é o mais seguro dos títulos públicos, pois sua rentabilidade acompanha a variação da Selic e a marcação a mercado é mínima.

Para investidores iniciantes na renda fixa, o ideal é começar aplicando a reserva de emergência nesse título, já que sua liquidez é diária.

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3. Use o Tesouro Prefixado para médio e longo prazo

Depois de proteger sua reserva de emergência, você pode buscar rendimentos maiores no Tesouro Prefixado, que possui prazos de vencimento mais longos.

Nesse caso, é recomendado manter o título até o final para receber a rentabilidade prometida.

Uma dica é usar o prefixado para atingir objetivos de médio e longo prazo, como comprar um carro, fazer um intercâmbio ou dar uma festa de casamento daqui alguns anos.

4. Invista no futuro com o Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é o título mais indicado para proteger seu dinheiro da inflação ao longo dos anos.

Por isso, ele é ideal para investir com um horizonte de longo prazo, pensando na construção do seu patrimônio e na sua aposentadoria, por exemplo.

5. Use a calculadora e o simulador do Tesouro Direto

O Tesouro Direto oferece uma calculadora de rentabilidade e um simulador para ajudar você na escolha dos títulos.

Com a calculadora, é possível verificar quanto um título vai render em um prazo específico de acordo com o valor que você pretende investir.

Já o simulador permite estimar os ganhos com cada título de acordo com a quantidade que você quer investir ou resgatar, além de comparar os rendimentos com outras aplicações de renda fixa, como poupança, Fundo DI e CDB.

Para completar, as simulações já mostram o quanto será descontado de IR e taxa da B3, assim você pode ter uma ideia do valor líquido a ser resgatado.

6. Faça aportes frequentes

Para potencializar seus ganhos no Tesouro Direto, é importante fazer aportes frequentes para aproveitar o efeito dos juros compostos e multiplicar seu dinheiro. Como o valor mínimo de aplicação é baixo, você pode aplicar qualquer quantia que sobrar ou uma porcentagem da sua poupança mensal.

 

Entendeu o que é o Tesouro Direto e como funciona esse investimento? Conta para a gente nos comentários se você ficou interessado nos títulos públicos e se pretende começar a investir.

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