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A poupança realmente é um bom investimento para você? Descubra

Time Neon

Considerada a aplicação financeira preferida dos brasileiros, que historicamente tiveram que conviver com o fantasma de inflação altíssima, a poupança é um investimento de baixo risco, conservador, com boa segurança e liquidez imediata (pode sacar a hora que quiser).

É tão democrática que não tem um valor mínimo para aplicação. Quer depositar R$ 1? Pode. Ou seja, não podemos negar que a poupança faz parte da cultura financeira do povo brasileiro. Inclusive, o saldo total da poupança em 2020 estava em mais de R$ 1 trilhão.

Mas será que vale a pena deixar seu dinheiro lá? A rentabilidade é boa quando comparada a outras opções igualmente seguras? Em pleno 2021, a poupança é um bom investimento?

Na prática, trata-se de uma modalidade nada arriscada justamente porque não tem emoção. É só você depositar um trocado e essa quantia começa a render, com isenção de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos. Até aí, só boa notícia, mas é preciso entender melhor esse tipo de investimento e conhecer alternativas melhores para o seu dinheiro.

Por isso, preparamos este artigo e mostraremos:

 

Quer saber mais?

Continue lendo e aprenda mais sobre a poupança.

O que é a poupança?

A poupança é um tipo de investimento que permite fazer aplicações de maneira descomplicada e segura. Precisou do dinheiro? É só ir ao banco sacar. Quer aumentar o valor aplicado? É só fazer um depósito no caixa eletrônico mesmo ou uma transferência.

Alguns bancos têm até uma poupança que funciona embutida na conta corrente, onde o dinheiro circula livremente entre as duas contas. Outros, permitem até abrir conta poupança online.

Enfim, não dá para negar: as cadernetas de poupança são extremamente fáceis de se ter e manter, e os grandes bancos sempre fizeram um bom trabalho em divulgar que é um bom investimento.

Mesmo hoje, com mais acesso a outros tipos de investimento, a poupança ainda conquista muita gente, se apoiando nessa fama de segurança e praticidade. Ou seja, um prato cheio para quem tem preguiça de procurar algo melhor.

Porém, existem investimentos muito mais rentáveis e você conhecerá quais são eles ao longo deste artigo.

Qual é o rendimento da poupança?

A rentabilidade da poupança é regulamentada pelo governo e os bancos não podem simplesmente oferecer uma poupança que renda mais ou menos do que a de outro banco. Quando você abre uma conta poupança, está emprestando seu dinheiro para uma instituição, que vai poder usá-lo e depois devolvê-lo com juros no futuro.

Vale mencionar que as regras de rendimento da conta poupança foram alteradas em maio de 2012 para manter a sua rentabilidade sempre abaixo da Selic, a taxa básica de juros da economia.

O motivo de o rendimento da poupança ser regulamentado é justamente para que ele sempre se mantenha menor do que Selic, já que o próprio governo também tem o seu sistema de "pegar dinheiro emprestado a juros" com os títulos públicos.

Com a queda da Selic, a poupança fica mais rentável que outros investimentos de renda fixa, inclusive os títulos públicos, sendo um instrumento muito usado pelo governo para se financiar.

Assim, para evitar essa concentração de dinheiro na poupança, as regras mudaram, deixando esse tipo de investimento cada vez menos atraente.

Como calcular o rendimento da poupança

Desde 2012, o rendimento da poupança se baseia na taxa Selic, seguindo as regras abaixo:

  • Quando a taxa Selic está abaixo de 8,5% ao ano (como hoje em dia), seu rendimento é de 70% da taxa Selic mais a TR (Taxa Referencial), que desde setembro de 2017 está em 0%
  • Quando taxa Selic está acima de 8,5% ano, a rentabilidade da poupança passa a ser de 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais TR

"Mas eu prefiro deixar meu dinheiro na poupança, rendendo um pouco menos e poder resgatar sempre que eu precisar. É perfeito!"

Certo. É claro que não podemos deixar de mencionar a liquidez, que, no caso da poupança, é imediata. Para quem não sabe, liquidez é a capacidade (ou velocidade) que você tem de transformar seu investimento em dinheiro novamente. Isso nada mais é do que conseguir sacar ou resgatar seu dinheiro rapidamente.

Saiba mais a respeito dos conceitos de rentabilidade e liquidez.

A liquidez não deixa de ser um ponto positivo da poupança, porém, outros investimentos também oferecem liquidez imediata e rendem mais. Um exemplo são os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que pagam mais que a inflação e oferecem liquidez diária. Nos CDBs diários dos bancos tradicionais, você pede o resgate do seu dinheiro e ele volta para a sua conta corrente no próximo dia útil.

Quer uma opção ainda melhor? É o CDB Neon: além de render mais do que a poupança, é possível resgatar o seu dinheiro a qualquer hora e a qualquer dia, inclusive aos fins de semana ou feriados.

CONHEÇA O CDB NEON

“Mas eu invisto na poupança porque é seguro.”

Ao investir na poupança, de fato não existe o receio de perder dinheiro, já que o investimento está garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Isso significa que, se o banco ou instituição financeira quebrar, o FGC garante a quantia investida, limitado a R$ 250 mil por pessoa (CPF) ou por empresa (CNPJ), desde que essa quantia esteja na mesma instituição ou no mesmo conglomerado financeiro, com um teto de R$ 1 milhão renovado a cada quatro anos. 

Na prática, é possível manter até R$ 250 mil investidos cada instituição, sendo no máximo quatro instituições distintas, o que totalizaria R$ 1 milhão. 

Mas adivinha? Existem outros investimentos em renda fixa que também são garantidos pelo FGC e que têm uma rentabilidade maior. Estão entre eles os CDBs, LCIs e LCAs, por exemplo.

Como funciona uma conta poupança online?

Sabe a velha caderneta de poupança? Pois é, a conta poupança online nada mais é que uma caderneta de poupança aberta e controlada pela internet. Isso significa dizer que as características da modalidade online têm tudo a ver com a sua “parente” mais velhinha.

“E vale a pena abrir conta poupança online?”

Vale a pena se você quiser ver o dinheiro rendendo menos do que em outras aplicações disponíveis no mercado. Simples assim: aqui, o papo é reto e direto. A poupança rende bem pouco, viu?  

Lembrando: hoje, a rentabilidade da boa (nem tão boa, né?) e velha caderneta é de 70% da Selic + TR. Como falamos, a TR é igual a zero, ou seja, o retorno será de 70% da Selic

E tem um detalhe super importante em toda essa história: enquanto as aplicações financeiras atreladas ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) têm um retorno diário, o ganho da poupança só ocorre no chamado “aniversário” 

Na prática, se você fizer um depósito hoje na poupança e sacar o dinheiro amanhã, o rendimento será zero, pois é preciso esperar 30 dias para que seu trocado renda alguma coisa. 

Por isso, como mostramos anteriormente, outros investimentos com o mesmo risco e também com proteção do FGC rendem mais que a poupança. É o caso de títulos públicos via Tesouro Direto, fundo DI e CDB.

No caso do CDB Neon, o rendimento começa em 95% do CDI e, a cada seis meses, vai aumentando em 1% do CDI, até chegar a 101%. Em outras palavras, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, maior será o retorno da sua aplicação.  

Detalhe: você pode começar o investimento com R$ 10 e, claro, você abre a conta totalmente online, sem precisar frequentar as belíssimas filas de banco. 

INVESTIR NO CDB NEON

Poupança vs. inflação: por que é hora de fugir da caderneta?

A relação entre poupança e inflação é uma das primeiras lições que você precisa aprender sobre investimentos. Quanto mais os preços sobem, mais o investimento precisa render para compensar o índice de inflação e gerar algum lucro para o seu bolso.

Mas o que nós vemos nesse momento é exatamente o contrário: os juros caindo cada vez mais e derrubando a rentabilidade da poupança. Então, quem será que está ganhando a briga entre poupança e inflação?

De um lado, temos o investimento mais popular entre os brasileiros, graças à movimentação simples e segurança de poder sacar a dinheiro a qualquer momento. Para você ter uma ideia, 88% dos investidores do país aplicam na caderneta de poupança, segundo a pesquisa “Raio X do Investidor Brasileiro” da ANBIMA.

Do outro lado, está o aumento de preços dos produtos e serviços na economia (inflação), medida por índices como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado).

Já tem algum palpite sobre a relação entre os dois conceitos? É muito simples: a inflação afeta diretamente a rentabilidade da poupança e de outros investimentos de renda fixa.

Quanto mais os preços sobem no país, mais o investimento precisa render para superar a inflação e gerar algum ganho de fato para o investidor, como veremos a seguir.

Segundo a série histórica da Selic publicada pelo Banco Central, a taxa de juros ficou acima de 8,5% pela última vez em julho de 2017 (9,25%) e, desde então, vem caindo até atingir a mínima histórica de 2% em agosto de 2020.

Já a Taxa Referencial foi criada nos anos 1990 para conter a hiperinflação no Brasil e está zerada desde 2017, também por conta da queda dos juros.

Logo, o rendimento da poupança hoje (julho de 2021) é de 2,98% ao ano com a Selic a 4,25% (70% da Selic).

Isso significa que, se você deixar R$ 1 mil na poupança por um ano, supondo que a Selic se mantenha assim, terá cerca de R$ 1.029,80 ao final da aplicação (R$ 29,80 de rendimento).

A única exceção é o dinheiro investido antes de maio de 2012, que tem o rendimento da poupança antiga garantido (0,5% ao mês + TR), ou seja, uma rentabilidade de 6% ao ano.

De qualquer forma, considerando o cenário após 2012, hoje o rendimento mensal da poupança está em 0,25%.

E qual é a inflação atual?

Agora que você sabe quanto rende a poupança hoje, vamos dar uma olhada nas projeções da inflação.

Toda segunda-feira, o Banco Central publica o Relatório Focus, que resume as estatísticas e projeções para índices de preços, câmbio, atividade econômica, Selic e outros indicadores importantes da economia.

Um dos dados divulgados nesse boletim oficial é a projeção da inflação para o ano atual e anos seguintes, atualizada semana a semana.

Em julho de 2021, a estimativa da inflação para o ano estava em 6,31% (lembrando que os números mudam semanalmente). O índice usado como referência é o IPCA, que mede o aumento (ou queda) dos preços dos principais produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras.

Agora vem a grande questão: se a inflação está em 6,31% e a poupança rende 2,98%, o que isso significa para o seu bolso?

Basicamente, quer dizer que a poupança vai perder para a inflação em 2021, ou seja, o dinheiro aplicado não vai nem conseguir acompanhar a alta geral dos preços do país.

E essa conclusão se torna ainda mais grave quando percebemos que o IPCA não reflete necessariamente os seus gastos mensais. Ou seja, a sua “inflação pessoal” pode ser bem maior.

Por que a poupança está perdendo para a inflação?

A poupança e a inflação têm um equilíbrio delicado que é diretamente afetado pela queda dos juros no país. Obviamente, quando os juros caem, os rendimentos de todos os investimentos de renda fixa são puxados para baixo com a Selic.

Mas a caderneta de poupança é a que mais sofre com essa situação, pois outros produtos como títulos públicos e CDBs ainda pagam porcentagens maiores da Selic e CDI (taxa que segue de perto a Selic), por exemplo.

No cenário de julho de 2021 que acabamos de analisar, o rendimento anual da poupança de 2,98% ao ano resulta em um retorno real negativo de -3,33% para o investidor. Ou seja: o valor final de R$ 1.029,80 obtido com a aplicação equivale ao poder de compra de R$ 995,50 no início do investimento.

Não é que você vai perder dinheiro nominalmente, mas vai comprar menos na hora do resgate do que poderia um ano antes com o mesmo valor.

Mas é importante lembrar que não foi sempre assim. Em 2016, por exemplo, a taxa Selic fechou em 14,25% (um dos maiores índices da história, fora do período de hiperinflação), a TR em 1,92% ao ano e a inflação em 6,29% — um retorno real de 5,6% para a poupança.

Nessa época, a poupança ainda oferecia um retorno positivo e não se tratava de uma aplicação tão danosa ao seu bolso quanto é hoje. No entanto, em um cenário de juros baixos como o atual, o jogo se inverte e a poupança se torna a opção menos atraente dentre os investimentos.

Afinal, não faz sentido deixar seu dinheiro aplicado em um produto que faz você perder poder de compra, concorda? Então, se você quiser aumentar tal poder de compra, precisa de investimentos que rendam mais do que a inflação.

5 alternativas à poupança para superar a inflação

Agora que você entendeu como funciona e quanto rende a poupança, assim como sua relação com a inflação, já pode buscar investimentos melhores que a poupança para proteger o valor do seu dinheiro.

Confira algumas opções.

1. Tesouro Direto

Se a dúvida é entre poupança ou Tesouro Direito, a resposta é Tesouro Direto.

O Tesouro Direto é o programa de títulos públicos do governo federal, considerado um dos investimentos mais seguros do país.

Se você quer uma opção para deixar sua reserva de emergência, por exemplo, o Tesouro Selic paga a rentabilidade da taxa Selic (100%, em vez dos 70% da poupança) e possui a liquidez diária que você precisa.

baixar ebook reserva de emergência

Já o Tesouro IPCA é uma boa pedida para proteger seu poder de compra, já que sua rentabilidade é dada pela inflação mais uma taxa prefixada.

Porém, atenção: não se esqueça de descontar o Imposto de Renda e a taxa de custódia (0,25% ao ano sobre o total que ultrapassar R$ 10 mil) nas simulações para ter certeza de que o investimento está superando a inflação.

Para fazer a comparação entre poupança e Tesouro Direto ou outros investimentos que contam com Imposto de Renda, basta lembrar do seguinte cálculo de equivalência:

70 / (1 - Taxa do IR / 100) = % do CDI (ou Selic) de Tesouro Direto ou CDB

Considerando o máximo imposto cobrado nesses investimentos (22,5% da rentabilidade para resgates até 180 dias), você deve buscar títulos que paguem mais de 90% do CDI para eles oferecerem rendimentos superiores à poupança.

E, se quiser aplicar mais de R$ 10 mil em Tesouro Direto, vale a pena conferir a próxima opção.

2. Fundos de Tesouro Direto

Há diferentes fundos de renda fixa que investem seus recursos nos títulos do Tesouro e, assim, facilitam a aplicação de quem ainda se sente intimidado ao conferir tantas opções, taxas e regras.

Uma vantagem desse tipo de fundo é contar com taxa zero de administração em muitas corretoras.

Dessa forma, se você pretende investir mais do que R$ 10 mil e driblar a taxa de custódia do Tesouro Direto, esses fundos simples são opções mais rentáveis do que o investimento pelo programa do Tesouro.

3. CDBs

Os CDBs que remuneram acima da poupança também são boas alternativas para quem busca liquidez e baixo risco.

Para que o título valha mais a pena do que a caderneta, ele precisa render mais do que 90% do CDI — relembrando que o CDB Neon, por exemplo, rende de 95% a 101% do CDI, dependendo do prazo de aplicação.

4. LCIs/LCAs

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA) são uma opção atrativa na renda fixa devido à isenção de IR.

No entanto, elas exigem uma aplicação mínima superior e têm prazos a partir de 90 dias — ou seja, não servem para quem pretende usar o dinheiro no curtíssimo prazo.

Se você puder deixar o dinheiro aplicado por mais tempo, existem LCIs e LCAs com rentabilidades muito superiores à poupança.

Para a comparação, nesse caso, basta lembrar que a poupança paga 70% da Selic e descobrir qual é taxa oferecida pela LCI ou LCA analisada.

Como Selic e CDI andam juntos, você pode considerá-los equivalentes nas suas contas.

5. Renda variável

Por fim, muitos investidores estão se aventurando na renda variável e encarando os riscos da bolsa de valores para fugir dos juros baixos e buscar ganhos acima da inflação.

De fato, a renda fixa de liquidez diária não está se mostrando vantajosa para quem busca retornos mais expressivos, então esse pode ser o momento de explorar melhor o mercado financeiro.

Se você pensa em seguir esse caminho, nosso guia para começar a investir na bolsa de valores pode ser um bom ponto de partida.

Mas, antes de começar a leitura, vale lembrar: a renda variável não é uma substituta da poupança, e sim um componente importante em qualquer portfólio de investimentos.

Para encará-la, é preciso saber lidar com a volatilidade, ter visão de longo prazo e conhecer muito bem seu perfil de investidor antes de embarcar — além de manter uma boa reserva de emergência aplicada em segurança na renda fixa e contar com a devida diversificação em ativos menos voláteis.

 

Quer mais ideias de investimentos que rendem mais que a poupança? Aqui você confere quais são os melhores para aplicar o seu dinheiro.

Aproveite para deixar o seu comentário dizendo o que achou do conteúdo sobre a poupança!

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