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O que é a Selic? Saiba quanto vale e para que serve essa taxa

Time Neon

No quiz do Movimento Foca no Dinheiro descobrimos que 52% das pessoas não fazem ideia do que é a taxa Selic. Apesar disso, ela é super importante para a economia do país e também tem impacto no seu bolso. Vamos aprender sobre a taxa Selic hoje?

Em uma tradução resumida, a função da Selic, considerada a taxa básica de juros da economia brasileira, é ser uma espécie de regulador da inflação e dos juros no país. Na prática, um instrumento usado pelo Banco Central (BC), o banco dos bancos.

Como funciona a taxa Selic

Em outras palavras, o Banco Central abre ou fecha a torneira do dinheiro que circula no mercado. Por exemplo, se a Selic cair, aumenta o dinheiro em circulação. Consequentemente, as taxas de juros também caem e o consumo tende a ganhar mais força. Essa facilidade provocada pela queda dos juros faz com que as pessoas retomem aquela compra que, até então, estavam segurando.

De dois em dois meses, o Comitê de Política Monetária (chamado de Copom) fixa uma meta para a taxa Selic. Ao cobrarem suas taxas de juros, as instituições financeiras (bancos, por exemplo) precisam usar a Selic como referência.

Se a Selic sobe, a tendência é que os bancos também aumentem os juros cobrados nos empréstimos e financiamentos, ou seja, o crédito fica mais caro na praça. A mesma regrinha vale para a redução da Selic, quando a tendência é que os juros bancários também caiam. Vale destacar que tanto a elevação quanto a diminuição dos juros do crédito não ocorrem na mesma proporção que a queda da Selic.

A influência da Selic no seu bolso

Como já ficou claro, o movimento da Selic, para cima ou para baixo, regula o movimento das taxas de juros das instituições financeiras. Digamos que a Selic subiu e, junto, os juros bancários também aumentaram.  

As consequências recaem diretamente para você, consumidor – os juros do cartão de crédito, que já são altos, tendem a ficar ainda maiores. Essa alta dos juros, de alguma maneira, também inviabiliza os parcelamentos maiores, seja para pagar a fatura do cartão, seja para fazer compras a prazo.

Outro impacto direto da Selic é sobre o rendimento das aplicações financeiras, principalmente aquelas que têm a rentabilidade atrelada à taxa básica de juros. O chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário) – taxa que serve como referência para aplicações financeiras conservadoras – é um indicador que deve ser acompanhado pelos investidores. Na prática, o CDI acompanha de perto a variação da Selic. Ou seja, se a taxa básica subir, o CDI também sobe.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) costuma ter a remuneração fixada em percentual do CDI. Por exemplo, você vai investir e encontra um CDB que paga 95% do CDI. Já os títulos públicos, conhecidos como Tesouro Selic seguem diretamente a taxa básica de juros, a Selic, como o próprio nome já deixa claro.

Na ponta do lápis

Mesmo que  a poupança ainda seja uma opção preferida por muitos investidores, os títulos públicos do tipo Tesouro Selic costumam render mais, principalmente no cenário atual de juros baixos. Isso porque a regra da caderneta de poupança, quando a taxa Selic está abaixo de 8,5% ao ano (como hoje em dia), é ter um rendimento de 70% da taxa Selic mais a TR (Taxa Referencial).

E como se baseiam na taxa básica, o raciocínio para acompanhar o desempenho do Tesouro Selic fica bem fácil: quando a Selic aumenta, os títulos trarão mais rendimento. Quando diminui, também renderão menos.

Afinal, quanto vale a Selic?

Até 1999, a taxa básica de juros era a chamada Taxa Básica do Banco Central (TBC). De lá pra cá, o Copom passou a divulgar a meta para a taxa Selic. Atualmente, o juro básico da economia está em 4,5% ao ano. Considerada a taxa mais baixa desde que foi implantada, a Selic pode ser considerada um termômetro da economia.

Daí os altos e baixos que se observam em determinados períodos. Quanto mais alta a taxa (que seria a temperatura), mais reflete uma situação de crise, pois o BC tenta, com o aumento, conter a inflação.

Para ficar mais fácil entender, entre 2015 e 2016, quando o país atravessou o auge da crise econômica, a Selic disparou e atingiu 14,25%. A “temperatura” começou a cair no fim de 2017, quando foi iniciada uma redução gradativa da taxa básica de juros, como reflexo do início da recuperação da economia.

Segundo as previsões do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a taxa de juros deve ser mantida nesse mesmo patamar (6% ao ano) em 2019.

O impacto na declaração do IR

Tanto o pagamento do Imposto de Renda (IR) devido em parcelas quanto o recebimento da restituição são indexados pela taxa Selic. Sendo assim, se houver atraso no pagamento das parcelas quando a taxa base estiver alta, os juros sobre esse atraso serão maiores. A dica é evitar atrasar nessa situação.

Já no caso de atraso do recebimento da restituição, o valor também será corrigido com base na Selic do período.

Agora fica fácil entender porque acompanhar as flutuações da Selic é estratégico para qualquer pessoa.

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