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6 passos para começar a investir na bolsa de valores sem mistérios

Time Neon

Começar a investir na bolsa de valores pode ser o próximo grande passo na sua vida financeira. Se você acha o mercado de ações assustador, saiba que já é possível investir na bolsa com pouco dinheiro e pela internet.

Hoje, já são mais de 2 milhões de pessoas físicas investindo em ações (muitas delas jovens) e garantindo rendimentos acima da tradicional renda fixa. Para se juntar a elas e aumentar seus ganhos, é só acompanhar nosso guia básico para começar a investir na bolsa de valores sem mistérios.

Leia até o fim e descubra como é fácil se tornar acionista de grandes empresas e como uma visão de longo prazo ajuda a consolidar seus ganhos.

Por que começar a investir na bolsa de valores

Começar a investir na bolsa de valores é um passo importante para avançar nos investimentos e ter uma rentabilidade maior.

Hoje, o processo está mais fácil do que nunca e qualquer pessoa pode se tornar sócia de grandes empresas comprando ações, que são pequenas frações do capital que dão direito à participação na sociedade.

Na bolsa brasileira, chamada B3 (Brasil, Bolsa Balcão), são negociadas ações e outros ativos de renda variável, que têm como principal característica os rendimentos não conhecidos no momento da aplicação - ou seja, alta volatilidade. Por isso, o investidor que está dando seus primeiros passos na bolsa precisa se acostumar com o sobe e desce dos preços e saber a hora certa de comprar e vender suas ações.

Com uma boa estratégia, é possível ter ganhos consideráveis com a valorização dos papéis e receber dinheiro das empresas.

Para você ter uma ideia, existem ações que valorizam mais de 1.000% ao longo dos anos, proporcionando ganhos incomparáveis para os investidores - principalmente em tempos de mínima histórica da taxa Selic, que derruba os ganhos da renda fixa.

E o melhor: elas podem ser compradas pela internet e a web está repleta de informações úteis para aproveitar as melhores oportunidades da bolsa.

Quem pode investir em ações

Houve um tempo em que comprar ações na bolsa era restrito aos investidores profissionais e mais endinheirados, mas essa época ficou para trás. Hoje, basta ter um CPF e um dinheirinho sobrando para começar a investir na bolsa de valores sem sair de casa.

Em abril de 2020, a B3 alcançou a marca de 2 milhões de investidores pessoa física (o dobro de 2019), conforme divulgado no site oficial.

O mais interessante é que, dos 223 mil investidores que entraram na bolsa em março de 2020, 30% fizeram seu primeiro investimento com menos de R$ 500,00 — e 54% do total de investidores individuais têm menos de R$ 10 mil aplicados.

Além disso, o número de jovens investindo na bolsa cresceu 21% e já representa 49% do total de pequenos investidores. Ou seja: o valor mínimo para investir na bolsa é mais acessível do que se pensava, e as pessoas estão começando a investir em ações cada vez mais cedo.

“Estamos desmistificando a história de que as pessoas precisam de muito dinheiro para investir.” - afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3, em relação à pesquisa.

Então, se você achava que a bolsa não era para você, está na hora de rever seus conceitos.

Antes de começar a investir na bolsa de valores

Antes de começar a investir na bolsa de valores, você precisa seguir alguns passos básicos de planejamento financeiro e conhecer um pouco o mercado.

Veja como se preparar para aplicar em ações.

Organize sua vida financeira

O primeiro passo para começar a investir, seja em renda variável ou renda fixa, é organizar sua vida financeira. Isso significa, basicamente, ter o orçamento sob controle (gastar menos do que ganha), quitar suas dívidas e separar uma quantia todo mês para investir.

Se você não preenche os requisitos, é melhor resolver as finanças antes de pensar em investimentos, para o bem do seu bolso.

Dica: use a planilha de gastos mensais da Neon para colocar suas finanças em dia!

Tenha uma reserva de emergência

Outro passo obrigatório antes de começar a investir na bolsa de valores é ter uma reserva de emergência com dinheiro aplicado em renda fixa. Essa reserva financeira deve ser suficiente para cobrir todos os seus gastos fixos por 6 a 12 meses, em caso de imprevistos como perda de emprego e renda.

Dica: deixe esse dinheiro aplicado em um investimento de renda fixa com liquidez diária, como o Tesouro Selic ou CDB de alta liquidez, para que você possa resgatar a qualquer momento e ainda tenha rendimentos acima da poupança.

Entenda os principais conceitos

Aprender a investir na bolsa pode ser desafiador no início, com tantos termos técnicos e conceitos próprios do mercado financeiro. Por isso, é importante ler e pesquisar sobre o mercado de ações e ganhar alguma confiança antes de comprar seus primeiros papéis.

Dica: faça o curso de investimento em ações online e gratuito da B3 Educação (a página de educação financeira da bolsa).

Conheça seu perfil de investidor

Por fim, é importante conhecer seu perfil de investidor (também chamado de suitability) para começar a investir na bolsa com segurança.

Claro que todo iniciante deve começar com opções mais conservadoras - e sim, tem como escolher estratégias mais seguras na bolsa, mesmo com a alta volatilidade -, mas seu perfil pode variar de acordo com o apetite de risco e objetivos.

Estes são os três perfis resumidos:

  • Conservador: prioriza a segurança e não se importa em ganhar um pouco menos para ter riscos mais baixos. Por isso, aloca a maior parte dos recursos na renda fixa (Tesouro Direto, CDBs, LCI/LCA, etc.) para preservar seu patrimônio;
  • Moderado: procura equilibrar segurança e rentabilidade, topando correr um risco um pouco maior para ganhar mais. Logo, tem uma carteira mais diversificada com ativos de renda fixa e renda variável;
  • Arrojado: é o investidor de risco, que conhece melhor o mercado e não se abala facilmente com as perdas. Sua parcela de investimentos em renda fixa é mínima, enquanto a renda variável domina o portfólio.

6 passos para começar a investir na bolsa de valores

Tudo pronto para começar a investir na bolsa de valores e se tornar um acionista?

Siga os passos abaixo para não ter erro.

1. Defina seus objetivos

Para começar, é importante definir seus objetivos, respondendo a perguntas simples como:

  • Quanto você tem disponível para investir agora?
  • Você pretende investir mensalmente? Quanto?
  • Qual é sua meta financeira (ex: comprar um imóvel ou veículo, alcançar independência financeira, formar reserva para a aposentadoria, juntar R$ 1 milhão)?
  • Por quanto tempo você pretende deixar o dinheiro investido na bolsa?

Essas questões vão ajudar a traçar uma estratégia para investir em ações de acordo com sua situação.

2. Trace sua estratégia de investimento

Existem várias estratégias para investir na bolsa, mas podemos citar as duas principais para começar:

  • Estratégia de longo prazo: busca retorno consistente em longo prazo por meio de ações de empresas consolidadas e com alto potencial de valorização. Sua base é a análise fundamentalista, que avalia os fundamentos do negócio para determinar sua saúde financeira e perspectiva de retorno;
  • Estratégia de curto prazo: busca ganhos rápidos e menores com operações de curto prazo (às vezes no mesmo dia, como no day trading) e táticas especulativas. Sua base é a análise técnica, que parte de gráficos e variações de preços para identificar tendências de alta e queda das ações.

Se você é iniciante, o melhor caminho é o longo prazo, que permite construir patrimônio com empresas sólidas na carteira.

Aliás, quem usa essa estratégia é um dos maiores investidores do nosso tempo: Warren Buffett, criador da famosa buy and hold — tática de comprar ações de empresas consolidadas e mantê-las em seu portfólio por anos.

Assim, você evita as armadilhas que levam ao prejuízo na bolsa, como as decisões de compra e venda por impulso.

3. Prepare-se para a montanha-russa das ações

Sua estratégia deve levar em conta a montanha-russa dos preços das ações, que pode intimidar os investidores iniciantes e levar a decisões precipitadas.

Um dos erros mais comuns de quem está começando é sucumbir aos momentos de pânico e euforia no mercado, vendendo ações quando estão em queda e comprando quando estão em alta.

Para lucrar, é preciso fazer justamente o contrário: comprar na baixa e vender na alta. Por isso é recomendado investir em longo prazo e entender que as quedas de preços são passageiras, e que o tempo compensa essas baixas e traz ganhos mais consistentes.

Para você ter uma ideia, as ações da Magazine Luiza subiram mais de 1.000% em 8 anos (de 2011 a 2019), segundo dados de analistas do Valor Investe. Nesse meio tempo, as ações tiveram seus altos e baixos, mas quem segurou o papel se deu muito bem com o retorno impressionante de 1.134%.

4. Abra uma conta em uma corretora

Agora que você sabe aonde quer chegar e como, o próximo passo para começar a investir na bolsa de valores é abrir uma conta em uma corretora.

A B3 tem uma lista completa de corretoras habilitadas, e você pode escolher com base em taxa de corretagem, credibilidade no mercado e qualidade do atendimento, por exemplo.

Na maioria das instituições, a abertura de conta é feita 100% online, e você só precisa transferir dinheiro para começar a comprar ações.

5. Compre suas primeiras ações

Para comprar suas primeiras ações, basta usar o home broker, o sistema da corretora que conecta você ao pregão eletrônico da B3.

Nele, você acompanha as cotações das ações e pode emitir suas ordens de compra e venda em poucos cliques.

No geral, os papéis são comercializados em lotes padrão de 100 ações ou lotes fracionários por unidade, e você pode ir montando sua carteira conforme a estratégia adotada.

Dica: comece com as Blue Chips, que são ações de empresas consolidadas e de alto volume de negociações (ou seja, mais seguras e fáceis de vender).

6. Acompanhe as cotações e notícias

Depois de montar sua carteira de ações, é importante acompanhar as cotações na bolsa e notícias sobre as empresas, assim como o cenário econômico do país em geral.

Além disso, a própria corretora tem sua carteira recomendada, que traz análises profissionais do mercado e indicações de ações promissoras.

É com base nessas informações que você deve tomar suas decisões de compra e venda de ações, mirando sempre nos ganhos de longo prazo e potencial de valorização.

Mas lembre-se: nenhuma recomendação ou tendência de mercado deve ser seguida à risca, pois só você pode decidir onde é melhor investir seu dinheiro.

Por isso, se você quer vencer na bolsa, continue estudando e planejando seus próximos passos - quanto mais conhecimento você tiver, melhor será o retorno.

E aí, se sente mais seguro(a) para começar a investir na bolsa de valores? Aproveite para deixar suas dúvidas e dicas de investimento nos comentários.

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+ É preciso ter muito dinheiro para começar a investir?

+ Aplicativos para você acompanhar seus investimentos

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