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Como aprender a investir do zero e multiplicar seu dinheiro

Time Neon

Quer saber como aprender a investir do zero e multiplicar seu patrimônio? Ainda bem que você tomou essa decisão e está preocupado em fazer seu dinheiro render, porque esse é o melhor caminho para alcançar seus objetivos.

Mas já vamos avisando que ninguém fica rico da noite para o dia investindo. Você precisa ter paciência e estudar o mercado financeiro se quiser ver seus rendimentos crescerem.

Vamos ajudar você nessa jornada com dicas de como aprender a investir do jeito certo.

Continue lendo e dê os primeiros passos no mundo dos investimentos.

Como aprender a investir do zero

Se você está buscando como aprender a investir, é porque já entendeu que não basta poupar — é preciso fazer seu dinheiro render.

No caso, fazer um investimento significa aplicar seu dinheiro hoje para ter um retorno no futuro e não faltam opções para multiplicar seu patrimônio.

Para quem está começando, o mercado financeiro pode parecer muito complexo, mas com um pouco de estudo você percebe que não tem mistério.

O caminho é começar pelas aplicações e ativos de menor risco e ir montando sua carteira gradualmente conforme entende a dinâmica desse universo e suas estratégias.

Normalmente, a caderneta de poupança é nosso primeiro contato com os investimentos e segue sendo a aplicação mais popular entre os brasileiros — 84,2 % dos investidores do país aplicam na poupança, segundo a pesquisa Raio X do Investidor 2020 da Anbima.

As pessoas preferem colocar dinheiro na conta poupança pela praticidade e segurança de sacar a qualquer momento, mas acabam reféns da aplicação menos rentável do país, muitas vezes tendo rendimentos abaixo da inflação.

Por isso, investir virou sinônimo de “sair da poupança”, ou seja, explorar oportunidades mais rentáveis e versáteis do mercado financeiro.

O que fazer antes de aprender a investir seu dinheiro

Antes de aprender a investir, é importante se preparar e organizar sua vida financeira.

Afinal, se você está pensando em aplicar dinheiro, é porque está com todas as contas em dia, livre de dívidas e conseguindo poupar todo mês, certo?

Não se preocupe se ainda não estiver tão organizado assim: o importante é colocar ordem na casa antes de se aventurar no mercado financeiro.

Para começar, não faz sentido investir dinheiro se você não está nem conseguindo pagar as contas ou se está pagando juros de dívidas atrasadas, concorda?

Por isso, os primeiros passos para se tornar investidor são quitar suas dívidas, controlar o orçamento e se organizar para poupar uma quantia mensal (entre 10% e 30% da sua renda).

Se precisar de ajuda, use nossa planilha de gastos, participe do Desafio das 52 semanas e aproveite nossos artigos para aprender mais sobre planejamento financeiro.

Depois de chegar nesse estágio, ainda tem mais um passo importante: formar sua reserva de emergência.

Esse fundo deve ser suficiente para cobrir entre 6 e 12 meses de custos fixos mensais, caso você tenha algum imprevisto como demissão, redução de renda ou urgência médica, por exemplo.

Lembrando que a reserva fará parte da sua carteira, mas deverá ser aplicada em um investimento com baixo risco e liquidez diária (veremos esses conceitos já já), para que você possa recorrer a ela a qualquer momento.

Com as finanças em ordem e um fundo de segurança, você poderá investir tranquilamente o dinheiro poupado todo mês e aproveitar oportunidades de ter ganhos maiores no mercado financeiro.

Principais pontos para aprender a investir

A dúvida de como aprender a investir é muito comum por causa dos inúmeros conceitos, siglas e regras do mercado financeiro que assustam os investidores iniciantes.

Por isso, vamos começar entendendo os conceitos básicos que você vai precisar para dar os primeiros passos.

Tripé dos investimentos

Antes de tudo, você precisa conhecer o chamado “tripé dos investimentos”, que reúne os três fatores essenciais para analisar qualquer aplicação:

  • Rentabilidade: é o retorno obtido com o investimento, ou seja, o que você ganha por deixar seu dinheiro aplicado nele
  • Liquidez: é a facilidade com que um ativo pode ser transformado em dinheiro quando necessário sem gerar perdas (ou seja: o quão rápido você consegue resgatar seu dinheiro investido)
  • Risco: é a probabilidade de que retorno do investimento seja menor do que o esperado ou até mesmo negativo

 

Toda vez que você for aplicar seu dinheiro, deverá considerar esses três critérios e as seguintes lógicas:

  • Quanto maior a rentabilidade esperada, maior tende a ser o risco
  • Quanto maior a rentabilidade esperada, menor tende a ser a liquidez
  • Quanto menor a liquidez, maior tende a ser o risco

 

Ou seja: para ganhar mais, é preciso se arriscar mais.

Da mesma forma, quanto mais tempo você deixa o dinheiro aplicado, maior é o retorno do investimento.

Renda fixa e renda variável

O mercado financeiro é dividido em duas grandes modalidades de investimentos:

  • Renda fixa: reúne os investimentos que têm sua rentabilidade conhecida desde o início da aplicação (ou seja: você sabe quanto vai ganhar ou consegue calcular por meio de um índice de referência), como títulos públicos, CDBs e LCIs/LCAs
  • Renda variável: abrange os investimentos com rentabilidade imprevisível e alta volatilidade, como ações e câmbio

 

De modo geral, a renda fixa remunera o investidor com juros em troca do “empréstimo” do dinheiro, enquanto a renda variável gera ganhos de capital por meio de seus ativos.

Obviamente, você deverá começar pela renda fixa para ter alguma previsibilidade de retorno e correr riscos menores, para depois explorar as oportunidades de ganhos maiores na bolsa de valores e renda variável em geral.

Índices de referência

Os índices de referência são parâmetros que você deverá usar como base para entender o desempenho e a variação dos seus investimentos.

Estes são alguns dos principais índices utilizados no mercado financeiro:

  • Taxa Selic: é a taxa de juros básica da economia que determina a rentabilidade dos investimentos em renda fixa
  • CDI: é um indicador calculado a partir de operações interbancárias que segue de perto o valor da Taxa Selic, servindo como referência para investimentos de renda fixa (ex.: CDB que paga 100% do CDI, LCA que paga 110% do CDI, fundo de investimento com meta de superar o CDI, etc.)
  • IPCA: é o índice de inflação oficial do país, usado como referência na renda fixa
  • Ibovespa: é o índice oficial da bolsa de valores e reúne as ações mais negociadas, servindo como termômetro para o mercado da renda variável

Aporte mensal ou único

Na hora de investir, você terá a opção de fazer aportes únicos (um valor considerável aplicado de uma só vez) ou aportes mensais (pequenos valores aplicados mensalmente), dependendo da aplicação.

De modo geral, quanto mais baratos os custos operacionais, mais vale a pena fazer aportes mensalmente e ir aumentando seu capital investido aos poucos.

Além disso, quem não consegue poupar muito dinheiro pode se beneficiar dessa estratégia de investir pouco, mas constantemente.

5 dicas de como aprender a investir do jeito certo

Não há uma resposta única para a questão “como aprender a investir”, pois cada um tem seu ritmo e preferências de aprendizagem.

Mas você pode aproveitar as dicas a seguir para encontrar seu próprio caminho.

1. Comece pela renda fixa

Como vimos, a previsibilidade e o baixo risco da renda fixa oferecem mais segurança para investidores iniciantes.

Então, se você nunca foi além da poupança, pode começar com títulos do Tesouro Direto, CDBs (olha o CDB Neon aqui), LCIs/LCAs e fundos de investimento de renda fixa, por exemplo.

Eles também têm seus riscos, mas ajudam você a entender melhor a dinâmica do mercado financeiro e deixam seu patrimônio protegido.

Dica: sua primeira meta de investidor pode ser aplicar seu dinheiro em ativos de renda fixa que rendam acima da poupança e superem a inflação.

2. Leia livros para aprender a investir

Os livros são uma ótima forma de absorver muito conteúdo sobre investimentos rapidamente.

Para começar, leia o clássico “Pai Rico, Pai Pobre” (Editora Campus, 2000) e o guia para iniciantes “Investimentos Inteligentes” (Sextante, 2013).

Antes de explorar a renda variável, é interessante ler “O Investidor Inteligente” (HarperCollins Brasil, 2016) e “Fora da Curva” (Penguin, 2016).

3. Assista a filmes sobre o assunto

Que tal aprender a investir assistindo a filmes que contam histórias de grandes investidores?

Claro que a ficção não deve ser aplicada na realidade, mas pode ser uma inspiração para se aprofundar no assunto.

Veja nossas dicas de filmes sobre mercado financeiro, com títulos como “Fome de Poder” e “O Lobo de Wall Street”.

4. Faça cursos online

Você também tem várias opções de cursos online para aprender como investir sem sair de casa.

Na nossa lista de cursos gratuitos, você confere opções de entidades renomadas como Anbima e Comissão de Valores Mobiliários.

5. Acompanhe a economia do país

Por fim, além de estudar a fundo o mercado financeiro, é importante acompanhar a economia do país para decidir sobre seus investimentos.

Nos últimos anos, por exemplo, temos um cenário de crise econômica, incertezas rondando o mercado e uma mínima histórica dos juros.

Em uma situação como essa, você precisa saber onde investir quando a taxa Selic cai ou com o proteger seu patrimônio sem comprometer a rentabilidade, por exemplo.

 

Viu como aprender a investir não é tão difícil quanto parece? Deixe seu comentário contando como pretende começar sua jornada de investidor.

 

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