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6 dicas de aplicações financeiras mais rentáveis

Time Neon

**Atualizado em 17 de junho de 2020**

Chega o começo do ano e quem resolveu as pendências financeiras vai atrás de investimentos para fazer a grana render mais. Esse é o seu caso? Pois saiba que existem muitas possibilidades de aplicações para colocar o dinheiro para trabalhar pra você.

As opções existentes vão desde investimentos tradicionais, como a velha caderneta de poupança, até alternativas mais arriscadas, como ações de empresas na bolsa de valores.

Já falamos sobre isso aqui, mas não custa lembrar. Cada investimento é adequado a um perfil de investidor, conforme o risco que deseja correr, o tempo que quer tirar o dinheiro, as necessidades (se precisar sacar a qualquer momento, por exemplo) e, claro, de acordo com o tipo de objetivo (aposentadoria, reserva de emergência, intercâmbio, férias no exterior etc.).

Em resumo: não existe o melhor investimento, e sim aquele mais indicado para o seu caso!

Mas para te ajudar na busca de opções, preparamos uma lista das aplicações financeiras mais comuns 😀

1. CDB

Sigla para Certificado de Depósito Bancário, o CDB nada mais é que um título de renda fixa emitido por instituições financeiras (bancos e financeiras) para captar recursos.

Funciona assim: você “empresta” uma grana para o banco que, em contrapartida, te devolve o dinheiro aplicado com juros (o rendimento), de acordo com o prazo de vencimento.

Em geral, os CDBs costumam ter o rendimento indexado ao CDI, que basicamente é uma taxa muito próxima à Selic.

Existem três tipos de rentabilidade de CDB, veja:

  • Prefixado: esse tipo de CDB tem uma rentabilidade definida no momento da aplicação. Exemplo: CDB que paga uma taxa de 5% ao ano;
  • Pós-fixado: a rentabilidade é atrelada a algum índice, como CDI. Por exemplo: CDB que paga 100% do CDI;
  • Híbrida: é uma mistura de pré com pós-fixado. Ou seja, inclui uma taxa de juros prefixada mais a inflação (geralmente, o IPCA) acumulada num determinado período. Exemplo: CDB que oferece IPCA + 3,5% ao ano.

 

Ficou interessado em investir em CDB? A Neon tem um CDB com liquidez diária com aplicação mínima de R$ 10. É fácil e rápido de começar a investir com a gente.

2. LCI e LCA

Na sopa de letrinhas do mercado financeiro, duas siglas ficaram bem famosinhas nos últimos anos: LCI e LCA. Já ouviu falar nelas? São a Letra de Crédito Imobiliário e a Letra de Crédito do Agronegócio.

Assim como o CDB, são títulos de renda fixa emitidos pelos bancos. A diferença é que os bancos captam com LCI e LCA servem para emprestar esse dinheiro para projetos no setor imobiliário (LCI) e agronegócio (LCA). Uma das principais vantagens é que elas são isentas de Imposto de Renda (IR).

O rendimento da LCI varia conforme o banco emissor, mas elas também podem ser prefixadas, pós-fixadas ou híbridas (mistura de pós com prefixado).

3. Fundos de investimento

Os fundos de investimento (veja a diferença entre fundos e CDB) possuem um conjunto de recursos de diversos investidores com o objetivo de comprar determinados ativos financeiros, por exemplo, renda fixa, ações e multimercados (uma mistura de renda fixa e ações).

Cada fundo tem um gestor, profissional responsável por estudar o mercado e decidir onde aplicar o dinheiro que foi captado dos investidores.

Um dos tipos de fundos mais comuns, e você já deve ter ouvido falar nele, é o fundo DI.

A preferência do brasileiro por esse produto não é à toa: é um dos fundos mais simples. Vale lembrar que, desde 2015, os fundos DI deixaram de ser uma categoria específica, com a mudança na classificação de fundos de investimento feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Geralmente indicado para investidores de perfil conservador, o fundo DI investe a maior parte do dinheiro em papéis atrelados à taxa básica de juros da economia, a chamada Selic ou títulos indexados ao CDI.

Na prática, o rendimento do fundo DI acaba seguindo a trajetória da taxa básica de juros. Por isso, é um investimento de baixo risco e recomendado para montar uma reserva de emergência.

É possível saber o rendimento do seu fundo consultado o extrato enviado pela instituição financeira (banco ou corretora). Cada fundo tem um rendimento diferente, conforme os movimentos feitos pelos gestores.

4. Tesouro Direto

Já ouviu falar nele? O Tesouro Direto foi um programa lançado em 2002 pelo Tesouro Nacional. Por meio dele, o investidor pessoa física pode investir em títulos públicos, que são papéis da dívida pública federal.

Em outras palavras, você “empresta” seu dinheiro por um prazo (cada título tem um) e, no vencimento do título, o Tesouro devolve pra você a quantia investida com um rendimento.

No Tesouro Direto, são disponibilizados três tipos de títulos públicos: um indexado à taxa Selic; um prefixado com diferentes prazos de vencimento; e um atrelado ao IPCA (inflação). Quanto rende cada um? Dá para acompanhar tudo pelo próprio site do Tesouro Direto.

5. Ações

Algum amigo ou parente já falou que colocou uma parte do dinheiro em ações na bolsa? Pois é. O investimento em ações de empresas tem ficado mais comum no Brasil.

Entre os especialistas de finanças, é unânime: investir em ações ajuda a diversificar os investimentos, principalmente se seu objetivo for de longo prazo. Mas atenção: não é qualquer um que tem estômago para esse tipo de aplicação financeira.

Faça uma boa pesquisa antes de sair comprando ações. Entenda bem em qual empresa quer investir. Procure notícias e informações sobre o tema. Uma alternativa é aplicar por meio de fundos de ações ou ETFs (fundos que seguem alguns dos índices de ações da bolsa).

Cuidado para não se basear apenas no rendimento do Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira. Ele é um indicador apenas.

Cada papel vai ter um desempenho específico, que varia conforme o mercado, as notícias econômicas e políticas, os resultados das próprias empresas, questões internacionais e por aí vai.

6. Poupança

Basicamente, ao deixar o seu rico dinheirinho numa poupança, você “empresta” a grana para o banco (que vai usar esse recurso para financiamento de imóveis, por exemplo) em troca de um rendimento.

Mas fica atento, essa não é nenhuma rentabilidade de encher os olhos!

Ao investir na poupança, você está combinando um retorno atrelado a duas taxas: a taxa básica de juros da economia (Selic) e Taxa Referencial (TR), calculada diariamente pelo Banco Central e que tem se mantido em zero (sim, ZERO!) há um bom tempo. São dois cenários possíveis, veja abaixo:

- Selic acima de 8,5% ao ano: caso a taxa básica de juros seja maior que 8,5% ao ano (o que aconteceu em anos recentes. Lembra da Selic a 14,5%?), significa que a poupança vai render 0,5% + TR. Na prática, o rendimento será de 0,5%, com TR = zero.

- Selic igual ou abaixo de 8,5% ao ano: nesse cenário (hoje, a Selic está em 2,25% ao ano), a poupança tem um rendimento de 70% da Selic + TR. Ou seja, você investe uma grana e recebe 70% da taxa básica de juros.

Não custa lembrar que a poupança é um investimento de baixo risco, muito conservador, com boa segurança e liquidez imediata (pode sacar a hora que quiser).

Para saber quanto a poupança está rendendo, basta entrar no site do Banco Central e ver o rendimento diário da caderneta.

Lembrou de algum investimento? Compartilha com a gente nos comentários! 😉

Leia mais:

+ O que é a Selic? Saiba quanto vale e para que serve essa taxa

+ O que é CDI? Como a taxa define o rendimento de aplicações?

+ Onde investir quando a taxa Selic cai

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