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Segurança de dados, finanças e Open Banking: qual a relação?

Ana Gabriela Graças

Atualizado em 15 de julho de 2021

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entrou em vigor em setembro de 2020 e é um ponto importante de atenção para usuários e empresas em relação à segurança de dados.

As normas a respeito do manuseio de dados pessoais e dados sensíveis de pessoas por empresas públicas e privadas mudaram, por isso é importante entender como isso afeta sua vida e, claro, suas finanças também.

Aqui você verá:

 

Quer saber mais?

Continue lendo para entender melhor o assunto.

Por que precisamos falar sobre segurança de dados

A LGPD estabelece inúmeras diretrizes para empresas coletarem e armazenarem de forma segura os dados pessoais e dados sensíveis de seus clientes. Mas o que são dados pessoais e qual a diferença para dados sensíveis?

Dados pessoais são todos aqueles “relacionados à pessoa natural identificada ou identificável”, ou seja, informações que permitem identificar uma pessoa, tais como:

  • Data de nascimento
  • RG
  • CPF
  • Gênero
  • Endereço residencial
  • E-mail
  • Telefone fixo
  • Telefone celular
  • Informações sobre cartão bancário
  • Renda
  • Histórico de pagamentos
  • Hábitos de consumo
  • Pontuação em birôs de crédito, como Serasa

 

Algumas empresas acabam agindo de maneira fraudulenta e vendem esses dados para outras companhias. Por isso, diversas vezes você já deve ter se perguntado: “Como essa empresa conseguiu meu e-mail/telefone?” ou, pior, "Como essa instituição sabe que eu estou precisando de crédito para quitar minhas dívidas?".

Veja aqui dicas para evitar golpes e proteger o seu dinheiro em casos de vazamento de dados pessoais.

Com a LGPD isso não será mais possível. A nova lei se aplica a essas informações e prevê multas altas para empresas que não manusearem os dados dos consumidores da forma adequada.

Além disso, a LGPD é ainda mais rígida em relação aos dados sensíveis, “informações que podem ser utilizadas de forma discriminatória e, portanto, carecem de proteção especial”. Alguns exemplos de dados sensíveis são:

  • Origem racial ou étnica
  • Convicção religiosa
  • Opinião política
  • Filiação a sindicatos ou a organizações de caráter religioso, filosófico ou político
  • Informações sobre saúde ou vida sexual
  • Dados genéticos ou biométricos vinculados a uma pessoa

 

Caso os dados sensíveis sejam cruzados com os dados pessoais, a privacidade do usuário será comprometida e esta é a gravidade da situação, pois pode ocorrer discriminação. Assim, a LGPD estabelece normas mais rígidas para garantir a privacidade e segurança dados de todas as pessoas.

Além disso, os cidadãos têm direito a questionar as empresas sobre como seus dados são utilizados e solicitar a qualquer momento a remoção de suas informações caso não concordem com a forma como tais dados estão sendo manipulados.

E mais: agora as empresas devem solicitar o consentimento dos usuários para usar suas informações e devem explicar exatamente para qual finalidade elas serão utilizadas. Ou seja, toda a coleta e tratamento de dados passa a ser protegida com vigor pela LGPD.

Caso haja descumprimento da lei, pode ocorrer advertências, bem como aplicações de multas de até 2% do faturamento da empresa, com um teto de R$ 50 milhões.

Qual a relação entre segurança de dados e finanças pessoais

A segurança de dados tem absolutamente tudo a ver com finanças. Afinal, você não gostaria que seu CPF, dados bancários e senhas fossem vazados e acabassem sendo usados indevidamente, certo? Imagina só a dor de cabeça caso isso acontecesse.

Como explicamos anteriormente, informações sobre seu cartão bancário, sua renda, seu histórico de pagamentos, hábitos de consumo e sua pontuação em birôs de crédito são informações pessoais protegidas pela lei.

Todos esses dados devem ser compartilhados com extremo cuidado, pois estão diretamente relacionados ao seu dinheiro. Ao confiar suas informações bancárias a determinadas empresas, tenha certeza de que seus dados estarão seguros e que a organização já está operando conforme a nova lei.

Segurança de dados e o Open Banking

Quando se trata do compartilhamento e da proteção de dados pessoais em relação às finanças, não dá para deixar de falar a respeito do Open Banking, nova plataforma do Banco Central do Brasil (BCB) que vai conectar bancos, fintechs e outras instituições financeiras e permitir o compartilhamento de dados padronizados.

Nele você poderá permitir que as instituições bancárias acessem seus dados, saldo, transações e histórico de crédito, por exemplo, para ter à sua disposição um portfólio maior e mais vantajoso de produtos e serviços financeiros, ofertas personalizadas, propostas de crédito com juros atrativos e outros benefícios.

Confira quais são as etapas de implementação do Open Banking no Brasil.

O Open Banking é seguro, desde que você confie nas instituições com as quais irá compartilhar os seus dados pessoais, pois elas serão as responsáveis pela segurança dessas informações.

As empresas devem seguir tanto a LGPD quanto a Lei do Sigilo Bancário e adotar práticas de segurança que preservem os clientes, assim como já acontece hoje para evitar golpes e fraudes.

De qualquer forma, os dados apenas poderão ser compartilhados com as instituições financeiras após passar por três etapas de segurança: consentimento, autenticação e confirmação.

Entenda por que o compartilhamento de dados no Open Banking é seguro.

4 dicas para proteger os seus dados pessoais

1. Atenção redobrada com tentativas de golpes

As técnicas para roubo de informações estão cada vez mais aprimoradas, por isso é fundamental estar sempre atento aos golpes presentes na internet. Além disso, as fraudes para coletar dados e roubar dinheiro das pessoas desatentas são recorrentes.

Alguns exemplos são os ataques de phishing, quando golpistas criam comunicações ilegítimas para captar informações pessoais, assim como os boletos falsos, os quais levam a vítima a pagar por algo que nunca vai receber.

Então sempre tenha atenção para não cair em uma armadilha digital.

Veja aqui como evitar fraudes e golpes pela internet.

2. Troque suas senhas periodicamente

Nunca é demais reforçar que suas senhas usadas na internet devem ser trocadas com frequência, certo? Além disso, evite usar as mesmas combinações para sites diferentes — se uma senha for vazada, o criminoso terá mais chances de conseguir acessar outros lugares nos quais ela também foi utilizada.

Em relação às senhas de banco, crie sequências exclusivas para cada conta e não use a mesma combinação para outros tipos de acesso. Evite também escolher números muito óbvios, como datas de aniversário.

3. Remova seus dados de empresas que você não confia mais

Com a implementação da LGPD, as empresas são obrigadas a deletar todas as suas informações se você solicitar por isso.

Então, caso algum dia você tenha fornecido seus dados para uma instituição que hoje você não confia mais, não pense duas vezes para pedir a exclusão.

4. Desconfie de telefonemas estranhos

Via de regra, você não deve informar seus dados para uma empresa que entra em contato com você, mas sim o contrário. Por isso, caso você receba um telefonema de uma determinada organização e perguntem qual seu CPF, e-mail, banco e afins, não diga nada.

A verificação é responsabilidade das empresas e cabe a você apenas sinalizar com “Sim” ou “Não” se os dados estão corretos. Porém, ainda assim procure averiguar por qual motivo aquela organização está entrando em contato, caso você ainda esteja achando estranho, não hesite em desligar e procurar os canais oficiais da instituição.

 

Seguindo esses passos simples de proteção de dados e privacidade, é possível aumentar a segurança das suas informações e contar com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais para te resguardar de qualquer problema.

Gostou das informações sobre segurança de dados? Aproveite e veja dicas sobre como proteger o celular e aplicativos de bancos.

Conta para a gente nos comentários como você está cuidando das suas informações pessoais!

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