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Real digital: como a nova moeda brasileira afeta as suas finanças?

Time Neon

O real digital pode ser o futuro do dinheiro no Brasil e vai chegar mais rápido do que você possa imaginar.

Estamos falando de uma moeda 100% digital, que não existe na forma de cédulas e notas — apenas como um dado criptografado.

A previsão é de que a novidade chegue por volta de 2024 ao país, de acordo com o Banco Central do Brasil (BCB).

Até lá, é melhor você se informar sobre o real digital para entender bem como essa moeda vai afetar as suas finanças.

Quer saber mais?

Leia com atenção e prepare-se para mais essa inovação na sua vida financeira.

O que é o real digital?

O real digital, também chamado de e-real, é a versão 100% virtual da moeda brasileira que foi anunciada em maio de 2021 pelo Banco Central do Brasil (BCB).

Basicamente, é uma moeda que só existe no ambiente digital, mas que está associada aos reais tradicionais que você tem na carteira hoje.

Ao contrário das cédulas e moedas, porém, esse dinheiro não poderá ser tocado, mas será usado nas transações do dia a dia pelos meios digitais.

A diferença em relação a outras moedas digitais é que o real digital será emitido pelo próprio Banco Central, com lastro no real físico.

No caso, esse “lastro” significa que a moeda virtual estará vinculada ao atestado de valor da moeda oficial do país — ou seja: quem garante seu valor é o próprio governo.

Esse tipo de dinheiro é chamado de CBDC (Central Bank Digital Currencies), ou “moeda digital do banco central” em português.

Outros países como Bahamas, China, Estados Unidos, Coréia do Sul e Suécia já estão com seus projetos de moeda virtual em andamento, como parte dessa tendência de inovação nos sistemas financeiros.

Logo, nosso real digital será mais um passo em direção à inovação financeira conforme a AgendaBC+, depois dos lançamentos do Pix e do open banking.

Real digital é criptomoeda?

Embora o real digital esteja na mesma categoria das criptomoedas (moedas digitais criptografadas), eles são ativos completamente diferentes.

Quando o Banco Central anunciou a novidade, muitas pessoas acharam que o Brasil emitiria uma moeda para competir com o Bitcoin, por exemplo.

Mas não é esse o objetivo.

Para começar, a essência das criptomoedas está na descentralização, ou seja, não há uma coordenação central para a emissão de Bitcoins, Ethereum e Binance Coins.

Na verdade, o grande diferencial dos criptoativos é justamente o fato de que eles não passam pelas mãos de bancos ou governos, e dependem apenas da confiabilidade de suas redes e comunidades.

Já no caso do real digital, o controle está nas mãos da maior autoridade monetária nacional: o Banco Central do Brasil.

Isso significa que o governo deverá regular as transações com a moeda digital — o que não acontece de maneira alguma com as criptomoedas.

Além disso, as criptomoedas não possuem lastro, e seu valor é definido exclusivamente pela oferta e demanda do mercado, o que gera oscilações constantes de valor.

Por outro lado, o real digital, como já vimos, terá esse lastro na moeda nacional, e é muito provável que tenha suas cotações reguladas pelo BCB.

Mesmo que o Banco Central do Brasil utilize a tecnologia de blockchain, será de forma privada, e não pública como ocorre com os criptoativos.

Isso porque o real digital exigirá uma fiscalização ativa para prevenir atividades ilícitas como lavagem de dinheiro, corrupção e remessas ilegais.

Como funciona o real digital

O real digital terá as mesmas funções do real tradicional, com a diferença de existir somente no meio digital.

Será possível fazer compras, pagar contas, poupar, investir, transferir dinheiro, etc. — tudo pela internet e por meios eletrônicos.

A única coisa que não será possível é sacar dinheiro, já que a moeda digital não é emitida na forma de cédulas e moedas como a tradicional.

O dinheiro “digital” que aparece hoje no saldo da sua conta bancária, na verdade, existe fisicamente, pois ele foi emitido pelo BCB através da Casa da Moeda.

Com o lançamento do real digital, o BCB terá uma nova forma 100% digital de emitir moeda, colocando em circulação um dinheiro que nunca foi impresso.

Ao mesmo tempo, os bancos e fintechs ficarão encarregados de distribuir o e-real, com a condição de não usar os recursos para aplicações ou empréstimos, como é feito hoje com a moeda física.

Isso pode revolucionar nosso sistema financeiro, reduzir custos e agilizar ainda mais os pagamentos, que já estão cada vez mais digitais.

Mas, por enquanto, o projeto está apenas no começo, e ainda não há uma previsão de como o real digital será implementado.

O que temos são algumas diretrizes do BCB sobre seu uso e condições, como:

  • Uso do real digital em pagamentos no varejo;
  • Desenvolvimento de modelos inovadores para contratos digitais e Internet das Coisas (IoT);
  • Capacidade de fazer transações online e, em alguns casos, até offline;
  • Custódia da moeda digital pelos bancos e fintechs;
  • Ausência de remuneração (sem pagamento de juros aos bancos);
  • Garantia de segurança de dados e jurídica;
  • Conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
  • Interoperabilidade e integração com pagamentos internacionais.



E agora? O real digital representa o fim do dinheiro físico?

Real digital representa o fim do dinheiro físico?

O Banco Central já deixou claro que o real digital não será um substituto do dinheiro físico, mas sim uma extensão dele.

No anúncio, o presidente do BCB, Roberto Campos Neto, disse que a moeda virtual será mais usada em operações que envolvem contratos digitais e não deve entrar no lugar do dinheiro circulante atual.

Em entrevista à Exame, ele afirmou que não será possível que todos os brasileiros convertam suas notas físicas na versão digital da moeda, pois isso seria um grande problema para os bancos.

Logo, é provável que o real digital seja direcionado para operações específicas e seja expandido ao grande público aos poucos.

Mesmo assim, com ou sem moeda digital, o fim do dinheiro de papel parece inevitável.

Cada vez mais, os pagamentos digitais crescem, e o uso de notas e moedas diminui.

Para você ter uma ideia, o dinheiro físico foi usado em apenas 20,5% das transações no ponto de venda em 2020 (uma queda de 32,1% em relação a 2019), segundo o relatório The Global Payments Report 2021 (em português) da Worldpay.

A pandemia, é claro, colaborou com isso.

Mas a digitalização do dinheiro é algo que já vinha avançando, e daqui para frente devemos ver uma aceleração dessa transformação.

No Brasil, ainda mais depois da chegada do e-real.

Onde o real digital vai ser utilizado?

Até agora, temos apenas algumas previsões sobre a utilização do real digital na prática.

Uma das maiores expectativas é o uso da moeda digital para pagamentos no varejo.

Mas, para isso, será preciso definir ainda qual tecnologia irá sustentar o e-real e se as transações vão ocorrer por meio de tokens ou contas, por exemplo.

Em entrevista à InfoMoney, o coordenador do projeto no BCB, Fabio Araujo, dá o exemplo de um supermercado com sistema de pagamento automatizado que aceita real digital.

Nesse caso, os clientes poderiam entrar na loja com um smartphone, colocar as compras no carrinho e sair sem passar pelo caixa, pois o valor dos produtos seria debitado automaticamente via aplicativo, utilizando o real digital.

Outra possibilidade interessante é o uso do real digital em dispositivos IoT (Internet das Coisas), como uma geladeira inteligente que identifica quais produtos estão faltando e faz as compras automaticamente com o e-real no supermercado cadastrado.

O coordenador do BC ainda comenta que a moeda digital pode baratear a transferência de recursos ao exterior, se houver mudanças também na legislação cambial.

O que esperar do futuro das moedas digitais?

Com uma moeda brasileira 100% digital, as possibilidades são inúmeras, e com certeza surgirão novos produtos, serviços e tecnologias no sistema financeiro.

O próprio presidente do BCB já declarou que “o futuro reservará um grande ecossistema de contratos inteligentes, hoje operacionalizados com criptomoedas, e que serão posteriormente, operados com o real digital”.

Esses contratos nada mais são do que uma forma de formalizar negócios entre duas ou mais pessoas com uma tecnologia totalmente segura e com encadeamento complexo como o blockchain, sem precisar de mediadores.

Sabe qual a vantagem de tudo isso?

Mais segurança para fazer qualquer transação, custos reduzidos nos serviços financeiros e pagamentos instantâneos por toda a parte.

Os consumidores em geral podem esperar que o real digital seja mais um passo no plano de modernização do nosso sistema financeiro.

Se hoje ainda temos muito a reclamar sobre burocracia, altos custos e dificuldade de acesso a serviços, é possível que uma moeda digital seja parte da solução dos nossos problemas.

 

E agora, ficou mais claro o que é o tal de real digital?

Enquanto o e-real não chega, aproveite para simplificar sua vida financeira com a conta digital Neon.

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