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O que é Open Banking e o que muda para suas finanças

Time Neon

Atualizado em 14 de julho de 2021

O Open Banking vai realizar seu sonho de ter acesso a serviços financeiros inovadores, em um ambiente 100% digital e sem burocracia.

Estamos falando de um novo modelo de setor financeiro, em que os bancos e fintechs abrem seus sistemas e trabalham integrados para oferecer as melhores soluções para você.

Nesse novo mercado, você tem o poder dos seus dados financeiros e pode escolher com quais empresas quer compartilhar suas informações, além de movimentar sua conta em diferentes plataformas e gerenciar seu dinheiro com maior autonomia.

De acordo com o Banco Central, “o Open Banking incentivará a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio que oferecem aos clientes uma experiência fácil, ágil, segura e conveniente. Isso favorece a inclusão e educação financeiras da população.”

Então, para te ajudar a entender todos os detalhes sobre esse assunto, aqui vamos mostrar:

 

Quer saber mais?

Continue lendo e fique por dentro dessa revolução no setor financeiro. 

O que é Open Banking

Artes Artigo E1.1

O Open Banking, ou sistema bancário aberto, é um modelo de mercado baseado no compartilhamento padronizado de dados e serviços entre instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central, que permite a abertura e integração de plataformas e sistemas.

Em outras palavras: é uma nova forma de bancos e fintechs trabalharem, que tem como premissa a abertura do mercado, descentralização e portabilidade de dados financeiros, indo além do aplicativo ou site do banco de forma prática e segura.

Como sabemos, o setor financeiro é altamente concentrado no Brasil, e o Open Banking muda totalmente esse cenário ao ampliar a oferta de produtos e serviços — aumentando também a concorrência.

Nesse modelo, você tem o poder sobre suas informações porque pode escolher com quais empresas compartilhar esses dados e, por consequência, gerenciar seus produtos financeiros online e com total liberdade.

Vale lembrar que as informações apenas são compartilhadas mediante autorização do cliente e é possível cancelar a permissão dada a qualquer momento.

Por isso, o Banco Central reforça que as instituições apenas poderão compartilhar dados e serviços de clientes que tenham solicitado a realização desse processo após:

  • Consentimento
  • Autenticação
  • Confirmação

 

Se você quer saber mais, confira no vídeo abaixo do Banco Central uma explicação completa sobre o que é Open Banking:

 

Para oferecer essa possibilidade, o Open Banking conecta os bancos por meio de uma tecnologia chamada API (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos em tradução livre).

O que são as APIs do Open Banking

As APIs são o principal pilar do Open Banking, pois permitem que os sistemas bancários conversem entre si de forma integrada e segura.

Basicamente, a API é uma tecnologia usada para “abrir” os sistemas e permitir a troca de informações entre aplicações com linguagens diferentes. Ou seja, ela funciona como uma espécie de “ponte” que conecta aplicativos.

No caso do Open Banking, não existe uma única plataforma usada por todas as instituições, mas sim APIs abertas que permitem a qualquer empresa desenvolver aplicações conectadas ao sistema dos bancos.

O Reino Unido foi um dos primeiros países a adotar o Open Banking em 2018 e já tem mais de 180 milhões de APIs ativas, seguido pelo restante da Europa e Austrália, segundo dados da OBIE (Open Banking Implementation Entity).

No Brasil, o Banco do Brasil já adotou o Open Banking por meio de um padrão internacional de autorização chamado OAuth. É o mesmo padrão de segurança que permite que você faça login nas suas redes sociais em sites de terceiros (o famoso “deseja se conectar com seu Facebook?”), sem expor sua senha.

Assim, o OAuth protege o acesso pelas APIs, permitindo que você use aplicativos e serviços de parceiros do banco na sua conta e experimente novos serviços.

Por exemplo, você pode usar um app de controle financeiro incrível e decidir conectá-lo à sua conta bancária, liberando acesso aos seus dados para ter uma experiência mais completa.

Além disso, você pode simplesmente levar todo o seu histórico de crédito para outra instituição na hora que quiser, sem precisar começar a relação do zero e passar por toda a análise de perfil de novo.

Falando nisso, veja aqui como aumentar o score e melhorar suas chances de aprovação de crédito.

Essa conexão é possível graças às APIs abertas do Open Banking que também protegem seus dados.

Como o Open Banking funciona na prática

Artes Artigo E1.2

O Open Banking é uma expansão digital sem precedentes do setor financeiro, onde você assume o controle dos seus dados e pode escolher os melhores produtos e serviços pela internet.

Muito provavelmente você já pensou em mudar de banco e ficou com preguiça só de imaginar a burocracia do processo, ou desanimou ao pensar que levaria meses para ter alguma oferta personalizada.

O Open Banking chegou para acabar com esse problema, pois você pode autorizar o acesso aos seus dados na hora que quiser e levá-los para qualquer instituição do seu interesse, disponibilizando em segundos todo o seu histórico e perfil financeiro.

Assim, você pode conseguir uma oferta de crédito com juros mais baixos ou uma sugestão de investimento exclusiva para o seu perfil, ou mesmo disponibilizar seus dados para receber ofertas de produtos e serviços personalizados.

Além de movimentar sua conta em diferentes plataformas, você poderá adquirir produtos financeiros de terceiros a partir das suas informações — e não vão faltar empresas criando soluções inovadoras para complementar os serviços bancários.

Mas calma: seus dados não vão ficar “pairando na nuvem” e não vai existir um sistema único para todos os bancos.

O que existe no Open Banking são “portas” que possibilitam a conexão entre os sistemas e seus dados, mas esse compartilhamento só acontece com o seu consentimento e autorização — e a segurança das suas informações vem em primeiro lugar.

Qual a relação entre segurança de dados na internet e suas finanças? Entenda aqui.

Open Banking Brasil: como será o processo

Somente as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central poderão participar do Open Banking no Brasil, sendo algumas delas obrigadas a aderirem a esse sistema, enquanto a participação de outras é opcional, dependendo do porte da empresa ou das informações e serviços que serão compartilhados.

Os grandes bancos, por exemplo, são participantes obrigatórios do Open Banking e devem compartilhar os dados de seus clientes, desde que haja autorização deles para isso.

Vale destacar que as instituições financeiras devem mostrar de forma clara para os clientes qual é a finalidade do compartilhamento das informações ou a qual produto/serviço elas se referem.

Além disso, sempre deve estar explícito que é direito dos clientes encerrar esse compartilhamento a qualquer momento.

De acordo com o Banco Central, “as instituições participantes deverão obedecer às regras que estão nos atos normativos publicados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo BC."

E complementam: "Essas regras abrangem as responsabilidades pelo compartilhamento e as características obrigatórias desse processo, que inclui as etapas de consentimento (autorização de compartilhamento), autenticação (verificação de identidade) e confirmação.”

Em relação à implementação do Open Banking no Brasil, o processo acontecerá em quatro fases, as quais explicaremos a seguir.

Fase 1 – até 1º/02/2021

Nesta parte do processo, as instituições participantes devem disponibilizar ao público informações sobre seus canais de atendimento e sobre os serviços bancários que oferecem.

Ainda não haverá o compartilhamento de nenhum dado dos clientes.

Durante essa fase, já poderão surgir os comparativos de serviços e produtos bancários para que os clientes comecem a comparar quais são as soluções que melhor atendem suas necessidades.

Fase 2 – até 13/08/2021

Na segunda fase, os clientes poderão solicitar o compartilhamento de seus dados cadastrais, transações, cartão de crédito e produtos de crédito contratados entre as instituições financeiras.

O Banco Central reforça que “o compartilhamento ocorre apenas se a pessoa autorizar, sempre para finalidades determinadas e por um prazo específico”.

Além disso, também é direito do cliente solicitar o cancelamento desse compartilhamento a qualquer momento.

Nesta etapa, os clientes poderão receber ofertas de produtos personalizados de acordo com seu perfil com agilidade e segurança.

Quer saber mais se o Open Banking é seguro? Aqui explicamos. 

Fase 3 – até 30/08/2021

Aqui os clientes poderão autorizar compartilhamento de dados de transações de pagamento e de encaminhamento de propostas de operações de crédito.

Dessa forma, será possível receber propostas sobre esses serviços pelos canais de preferência dos clientes e de forma segura. Lembrando que as informações apenas são compartilhadas mediante autorização clara do cliente.

Entenda por que o compartilhamento de dados no Open Banking é seguro.

Fase 4 – até 15/12/2021

Na última etapa, dados de outros serviços financeiros passarão a fazer parte do Open Banking, desde que os clientes queiram e aceitem que o compartilhamento aconteça.

Por exemplo, será possível compartilhar dados sobre operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência e contas-salário.

Ao final da implementação do Open Banking, os clientes poderão ter acesso a ofertas cada vez mais personalizadas de serviços financeiros integrados e acessíveis.

6 vantagens do Open Banking no Brasil que vão transformar o setor financeiro

O Open Banking é revolucionário para o setor financeiro e suas vantagens vão desde a liberdade do cliente até as oportunidades de negócios para os bancos.

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Veja o que vai mudar para melhor.

1. Empoderamento do cliente

Uma das principais vantagens do Open Banking é o empoderamento do cliente, que tem controle absoluto de seus dados e não ficará mais refém de uma única instituição.

No modelo tradicional, os bancos e fintechs competem entre si retendo informações estratégicas sobre os clientes.

No Open Banking, o cliente retoma o poder de suas informações e usa esses dados para conseguir o melhor atendimento e produtos e serviços de qualidade superior.

2. Aumento da concorrência

O Open Banking promete reduzir a concentração do setor financeiro e aumentar a concorrência ao abrir o mercado para novos produtos e serviços.

A lógica é simples: com a integração entre sistemas e portabilidade de dados por meio das APIs dos bancos, haverá espaço para novas empresas que vão desenvolver verdadeiros ecossistemas de inovação.

De acordo com o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, o Open Banking terá o papel de mudar a dinâmica de competição no mercado de serviços financeiros.

Em entrevista publicada na InfoMoney, ele afirma: “A concorrência não se dará mais pela escala ou pelo tamanho do capital das instituições, mas sim pelo entendimento das demandas dos consumidores e pelo desenvolvimento de novas soluções”.

Ou seja: o mercado vai se abrir para fintechs, plataformas de crédito, bancos digitais e outras empresas interessadas em surpreender o consumidor com novidades.

E mais: os clientes poderão obter tarifas bancárias mais baixas e condições de serviços financeiros mais vantajosas, já que as empresas poderão ofertar serviços melhores para clientes de concorrentes.

3. Inclusão financeira

A expectativa é de que o Open Banking também gere inclusão financeira, expandindo a distribuição de serviços para pessoas que não têm acesso a crédito, por exemplo.

Com o mercado aberto, mesmo quem ainda não tem conta bancária terá a oportunidade de acessar produtos e serviços em diferentes plataformas financeiras.

4. Mais eficiência nos processos

O Open Banking também proporciona mais eficiência operacional para bancos e fintechs, pois a integração por APIs corta intermediários e agiliza os processos.

Com isso, os preços tendem a cair e todos saem ganhando — tanto o cliente que paga menos quanto a instituição que reduz seus custos.

5. Novas fontes de receita e oportunidades

Para os bancos, o Open Banking é uma oportunidade de ampliar os canais para oferecer produtos e serviços, gerando novas fontes de receita.

Para você ter uma ideia, a população do Reino Unido deve movimentar mais de US$ 7 bilhões adicionais no sistema financeiro até 2022 graças ao Open Banking, segundo uma pesquisa feita pela PwC.

A instituição também pode participar das vendas de produtos e usar a inteligência da plataforma para criar soluções.

Além disso, os bancos que colaborarem com fintechs e desenvolvedores terão mais chances de fidelizar seus clientes e fortalecer sua reputação no mercado.

6. Desenvolvimento de novas soluções

Por meio do Open Banking, poderão surgir soluções que comparam serviços e tarifas, aplicativos de planejamento financeiro integrados diretamente aos bancos, iniciação de pagamento em redes sociais e marketplace de crédito, para citar algumas das opções apresentadas pelo Banco Central.

Em relação ao comparativo de ofertas de produtos e serviços financeiros, os clientes conseguirão escolher aqueles que fazem mais sentido para seu perfil e suas necessidades, já que poderão comparar informações como tarifas, tipos de contas e taxas de cartões de crédito, por exemplo.

 

Vale lembrar que o Banco Central terá o papel de supervisionar e regular o novo sistema, garantindo a segurança dos dados de cidadãos e empresas.

Afinal, o grande desafio do Open Banking é manter uma regulação eficiente sobre o compartilhamento de dados e transações, além de padronizar a tecnologia e garantir a governança das instituições.

Se tudo der certo, estaremos ao lado dos pioneiros do Open Banking no mundo, vivenciando uma verdadeira revolução nos serviços financeiros — e claro que a Neon vai embarcar nessa junto com você!

 

E aí, deu para entender o que é Open Banking e como ele vai funcionar no Brasil? Conta para a gente nos comentários o que você achou sobre o assunto.

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