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4 dicas de educação financeira infantil para seus filhos

Time Neon

Atualizado em 17 de setembro de 2021

A educação financeira infantil está longe dos níveis ideais no Brasil, onde nem sequer os adultos têm uma boa relação com o dinheiro. Para as crianças, então, é um assunto distante, mas deveria se tornar prioridade em todas as escolas e lares.

Quando você ensina finanças para crianças desde cedo, há grandes chances de elas se tornarem adultos responsáveis, conscientes e bem-sucedidos financeiramente.

Por isso, está na hora de colocar a educação financeira infantil em prática e cuidar do futuro das crianças da sua família. Aqui vamos mostrar:

 

Leia nosso artigo com atenção e veja o que você pode fazer para formar uma geração mais próspera.

O que é educação financeira infantil?

A educação financeira infantil é a ciência da gestão do dinheiro voltada às crianças, a qual ensina os princípios básicos para elas terem um futuro mais próspero.

Quando aprendemos desde pequenos a gerenciar nossas finanças, crescemos tendo uma relação mais saudável com o dinheiro e conseguimos realizar nossos objetivos, além de evitar o endividamento.

Mas não é o que costuma acontecer no Brasil, onde a vida financeira é tratada como um tabu e poucas crianças recebem orientações sobre o assunto.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Itaú, Datafolha e Box1924, praticamente metade dos brasileiros (49%) evita até mesmo pensar em dinheiro para não ficar triste.

Outro dado alarmante é que 46% dos brasileiros preferem nem conferir a própria conta corrente porque acreditam que estão fazendo algo errado em termos financeiros. Além disso, 97% têm dificuldade em lidar com o próprio dinheiro e 60% nunca revelam quanto ganham.

Infelizmente, essa falta de planejamento faz parte da cultura do país, devido a fatores como os anos de instabilidade econômica, tabu em falar sobre dinheiro e comportamento imediatista (aproveitar o hoje em vez de poupar para o amanhã).

Aqui você confere um artigo a respeito da importância de falar sobre dinheiro.

Para mudar essa realidade, é preciso agir na raiz do problema e investir na educação financeira para crianças desde os primeiros anos de vida.

Principais lições de educação financeira infantil

A educação financeira infantil é baseada em alguns pilares que determinam o comportamento e as decisões em relação ao dinheiro.

Veja quais são os principais:

  • Compreensão do valor do dinheiro
  • Associação entre esforço e recompensa
  • Capacidade de poupar
  • Redução de custos
  • Limitação de orçamento
  • Separação entre necessidade e desejo
  • Noção sobre investimentos

 

Explicaremos cada uma das lições a seguir.

Compreensão do valor do dinheiro

A primeira lição de finanças para crianças é sobre o valor do dinheiro.

Logo que começa a aprender os números, a criança pode ter contato com notas e moedas e, aos poucos, fazer a associação entre a soma monetária e as compras da família.

Além disso, é importante que ela reconheça o esforço por trás de cada produto ou serviço adquirido e entenda que os presentes dados pelos pais têm um custo.

Associação entre esforço e recompensa

Outro ponto importante é a associação entre o esforço e a recompensa, que é a lógica central do mercado de trabalho e do empreendedorismo.

Desde cedo, a criança pode ganhar dinheiro conforme cumpre metas e realiza tarefas — exceto atividades que devem ser reconhecidas como obrigação, como estudar.

Dessa forma, ela entende que uma vida financeira próspera depende de seu próprio empenho.

Capacidade de poupar

A capacidade de poupar é uma das lições mais importantes da educação financeira em qualquer idade.

Para crianças, o bom e velho cofrinho é um ótimo começo para aprender a economizar, acumular dinheiro e alcançar objetivos ao longo do tempo.

Quando os pequenos entendem que guardar um pouco de seu dinheiro significa ter condições para comprar algo melhor futuramente, está plantada a semente da organização financeira.

Redução de custos

Quando os pais ensinam a criança a fechar a torneira ao escovar os dentes ou apagar as luzes quando sai do cômodo, estão educando sobre redução de custos e, de quebra, contribuindo para o meio ambiente.

É importante ficar bem claro que cada real economizado representa novas oportunidades de consumo e recompensas futuras, e que nada é pior que desperdiçar dinheiro.

Limitação de orçamento

A criança também precisa entender o mais cedo possível que existe uma limitação de orçamento na família.

Na idade certa, os pais devem compartilhar a organização das contas da casa e falar sobre salário, renda e gastos da casa.

Assim, ela cresce sabendo que o dinheiro é limitado e é preciso administrá-lo de forma inteligente para alcançar suas metas.

Separação entre necessidade e desejo

Não são poucas pessoas que chegam à idade adulta sem saber diferenciar necessidades de desejos na hora de tomar decisões financeiras.

Quem não tem essa base corre o risco de comprar compulsivamente e se descontrolar com os gastos por impulso, comprometendo o orçamento e todos os seus objetivos.

Por isso, é importante educar a criança para evitar o consumismo excessivo, ensinando a diferença entre querer e de fato precisar de algo.

Noção sobre investimentos

Por fim, a noção sobre investimentos pode ser ensinada desde a infância, formando adultos que entendem o que significa “fazer o dinheiro trabalhar para você”.

Nesse caso, a criança pode ser apresentada aos produtos financeiros mais simples do mercado e aprender sobre rentabilidade, liquidez e juros, por exemplo.

O importante é que ela entenda a relação entre o valor do dinheiro e o tempo, aprendendo a investir hoje para colher os frutos amanhã.

Qual a idade certa para iniciar as lições de educação financeira?

Muitos pais e familiares têm dúvidas sobre a idade certa para iniciar as atividades de educação financeira infantil.

Na visão do planejador financeiro Francisco Levy, o envolvimento das crianças com as finanças pode começar aos três anos.

Entre os três e cinco anos, os pequenos já podem guardar moedas no cofrinho e aprender a economizar, recebendo uma quantia semanal fixa.

A partir dos seis anos, a criança pode começar a fazer pequenas compras sob supervisão dos pais, ganhar dinheiro ao realizar tarefas e traçar objetivos para o dinheiro economizado, por exemplo.

Já a idade certa para ter a primeira conta bancária é por volta dos nove anos, quando as habilidades de gestão já estão mais desenvolvidas.

De modo geral, a própria criança deve demonstrar interesse no assunto e sinalizar aos pais quando é necessário abordar um novo tema financeiro.

4 dicas para educar crianças sobre finanças

Os princípios já dão uma boa ideia de como abordar a educação financeira infantil em casa, mas temos mais algumas dicas para você:

  1. Fale sobre dinheiro
  2. Dê uma semanada ou mesada
  3. Separe o consumo do lazer
  4. Ensine a criança a registrar e poupar

 

Veja como direcionar o aprendizado corretamente.

1. Fale sobre dinheiro

A melhor forma de educar crianças para se tornarem adultos financeiramente responsáveis é falar naturalmente sobre dinheiro desde cedo.

Sempre que possível, os filhos, sobrinhos e netos devem conhecer o orçamento familiar, entender a situação econômica da família e participar das conversas sobre dinheiro.

2. Dê uma semanada ou mesada

É fundamental que a criança tenha seu próprio dinheiro para aprender a gerenciá-lo.

Para crianças menores, o ideal é dar uma quantia fixa semanal (R$ 5 ou R$ 10, por exemplo).

Conforme elas vão crescendo, pode ser instituída a famosa mesada, que exige um pouco mais de conhecimento para não gastar o dinheiro todo de uma vez.

3. Separe o consumo do lazer

Uma lição muito importante de educação financeira para crianças é saber separar o consumo do lazer.

A criança precisa entender que o prazer não está necessariamente relacionado aos gastos e que experiências podem ser mais valiosas do que bens materiais.

4. Ensine a criança a registrar e poupar

O controle e a organização financeira precisam começar bem cedo, quando a criança está começando a gerenciar seu cofrinho.

Por isso, é importante ensiná-la a juntar dinheiro para alcançar suas metas, seja comprar um brinquedo, fazer um passeio ou dar um presente para um familiar.

Além disso, ela deve entender a necessidade de anotar seus ganhos e gastos em um caderninho, como se fosse uma lição de casa.

5 livros de educação financeira infantil

Os livros de educação financeira infantil são ótimas ferramentas para orientar as crianças e ainda incentivar o hábito da leitura.

Conheça alguns títulos interessantes:

  • “Almanaque Maluquinho – Pra que dinheiro?”
  • “Como falar de dinheiro com seu filho”
  • “Ganhei um Dinheirinho – O que posso fazer com ele?”
  • “Versinhos de Prosperidade”
  • “Dinho e suas finanças”

 

Confira os detalhes de cada um dos livros.

“Almanaque Maluquinho – Pra que dinheiro?”

capa do livro Almanaque Maluquinho – Pra que dinheiro?

Em “Almanaque Maluquinho – Pra que dinheiro?”, o cartunista Ziraldo usa seu personagem clássico Menino Maluquinho para ensinar as crianças a lidar com o dinheiro.

O livro traz sete histórias em quadrinhos com assuntos como origem da moeda e do comércio, economia, investimentos e poupança — tudo em uma linguagem simples e lúdica para incentivar os pequenos.

“Como falar de dinheiro com seu filho”

capa do livro Como falar de dinheiro com seu filho

Como o título sugere, “Como falar de dinheiro com seu filho” é um guia para ajudar os pais na educação financeira infantil em casa.

No livro, a educadora financeira Cássia D’Aquino mostra como conduzir o assunto e apoiar a criança na construção de uma relação saudável com o dinheiro.

“Ganhei um Dinheirinho – O que posso fazer com ele?”

capa do livro Ganhei um Dinheirinho – O que posso fazer com ele?

O livro “Ganhei um Dinheirinho – O que posso fazer com ele?” se destaca pelas orientações sobre gestão de finanças e controle de impulsos consumistas para crianças.

Também escrito por Cássia D’Aquino, agora em parceria com Orlando Pedroso, é uma ótima opção para ensinar sobre finanças de forma leve, mas com muito conteúdo.

“Versinhos de Prosperidade”

capa do livro Versinhos de Prosperidade

Em “Versinhos de Prosperidade”, os autores Álvaro Modernell e Cibele Santos abordam a educação financeira na forma de poesia.

Os versos rimados falam sobre princípios básicos de gestão financeira combinados a assuntos como ecologia, responsabilidade social e respeito à diversidade.

“Dinho e suas finanças”

capa do livro Dinho e suas finanças

O livro “Dinho e suas finanças” conta a história de Dinho, um menino que ganha um presente especial em seu aniversário de 12 anos e inicia uma jornada de educação financeira até se tornar um adulto responsável e organizado.

A obra faz parte do Programa de Educação Financeira nas Escolas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é voltada ao Ensino Fundamental.

 

Gostou das informações sobre o que é educação financeira infantil e como aplicá-la em casa?

Conta para a gente nos comentários se você já tem o hábito de falar sobre dinheiro com as crianças ou se vai começar agora. 😉

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