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Como escolher um plano de saúde que cabe no seu bolso

Time Neon

Você sabe como escolher um plano de saúde ou ainda acha que é caro demais para a sua realidade?

Hoje existem diversas opções de convênios com ótimo custo-benefício e você pode escolher as coberturas e serviços de acordo com suas necessidades.

Se você fizer os cálculos, vai perceber que vale mais a pena pagar uma mensalidade e ter direito a consultas, exames e internações do que pagar os altos preços da rede particular ou ficar na fila do SUS.

Quer ver como é possível escolher um plano de saúde que cabe no seu bolso?

Continue lendo e comprove você mesmo.

Como escolher um plano de saúde do zero

Saber como escolher um plano de saúde é fundamental para garantir uma assistência médica de qualidade e ter mais segurança na sua vida pessoal e financeira.

Afinal, ninguém consegue prever quando vai ficar doente e é melhor contar com uma boa cobertura para não passar por transtornos nessas horas difíceis.

Sem um convênio médico, restam apenas duas opções: depender do SUS ou arcar com os gastos médicos no atendimento particular.

Embora o sistema de saúde pública tenha seus méritos, ele é claramente insuficiente para atender à demanda da população, principalmente na rede de atenção básica. No particular, os preços podem ser exorbitantes e deixar você endividado por um bom tempo, dependendo da complexidade do problema.

Uma internação, por exemplo, ultrapassa facilmente os R$ 10 mil, enquanto uma simples consulta não sai por menos de R$ 100 na rede tradicional.

Recentemente, surgiram alternativas de clínicas com preços populares e cartões de desconto que aliviam o preço das consultas e exames, mas não oferecem as coberturas hospitalares e ambulatoriais como as dos planos de saúde.

Por isso, a melhor saída para receber os cuidados médicos ideais e não tomar susto em caso de urgência continua sendo o famoso convênio — desde que você saiba escolher muito bem seu plano.

Importância de escolher bem o plano de saúde

Aprender como escolher o plano de saúde é um requisito básico da vida adulta se você quer estar entre os segurados que dormem tranquilos.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE publicada na Agência Brasil, 28% da população brasileira possui plano de saúde — o que corresponde a 59,7 milhões de pessoas.

O estudo também mostra que 46,2% dos titulares pagam o plano diretamente à seguradora, enquanto 45,4% têm o plano pago parcial ou integralmente pelo empregador.

Outro levantamento, feito pelo IESS em parceria com o Ibope e publicado na Exame em 2019, revela que 90% dos beneficiários usam o plano pelo menos uma vez no ano.

E a cobertura médica continua sendo prioridade para os brasileiros: uma pesquisa do Datafolha de 2018 mostra que só a casa própria é mais importante do que o plano de saúde para os brasileiros — e que 80% aprovam sua operadora atual.

Mas para fazer parte dessa estatística de aprovação é importante que você saiba escolher um plano de saúde compatível com as suas necessidades médicas.

Por exemplo, você quer ser atendido na sua cidade ou em todo o país? Quer ficar na enfermaria ou em um apartamento em caso de internação? Está disposto a pagar coparticipação ou quer tudo incluso na mensalidade?

Essas e outras respostas vão definir que tipo de plano você precisa e quais coberturas são essenciais.

Dá para escolher um plano de saúde que você possa pagar?

Sim, é possível escolher um plano de saúde que caiba no bolso, dependendo das suas necessidades. Hoje as operadoras oferecem várias opções de planos com diferentes coberturas e valores competitivos.

Existem planos mais básicos com menos coberturas ou área de atendimento mais limitada, por exemplo, que podem ter um bom custo-benefício para quem não utiliza os serviços com muita frequência.

Outro fator que reduz consideravelmente o valor da mensalidade é a adesão aos planos coletivos e empresariais, em vez dos individuais.

Se você usa pouco, também pode optar pelos convênios com coparticipação, que têm mensalidades menores e cobram uma taxa simbólica a cada atendimento.

Como escolher seu plano de saúde ideal em 9 passos

Entender como escolher o plano de saúde ideal para você é um passo importante para se cuidar melhor.

Confira nossas dicas e acerte na decisão.

1. Escolha o tipo de contratação

Para começar, os planos de saúde podem ser de três tipos em relação à contratação:

  • Individual ou familiar: você procura a operadora para contratar o plano
  • Coletivo por adesão: sua associação profissional ou sindicato oferece o plano
  • Coletivo empresarial: sua empresa oferece o plano

 

Normalmente, os planos coletivos saem bem mais em conta do que os contratados por você. Lembrando que você pode contratar um plano empresarial sendo MEI — o que reduz consideravelmente os custos.

2. Defina a área de atendimento

Os planos de saúde também podem ser nacionais, estaduais, para alguns estados, para alguns municípios ou só para a sua cidade.

Se você viaja muito, é interessante escolher um convênio que ofereça atendimento no país todo ou nos estados que você mais visita.

Mas, se ser atendido apenas no seu estado ou cidade está de bom tamanho, o valor pode ficar mais acessível.

3. Fique atento às coberturas

As coberturas são o critério mais importante para escolher seu plano de saúde, pois determinam a quais serviços médicos você terá direito.

Existem basicamente cinco segmentos assistenciais:

  • Ambulatorial: cobre apenas consultas, exames e terapias
  • Hospitalar com ou sem obstetrícia: cobre apenas internações em hospitais (com ou sem direito a parto)
  • Ambulatorial + hospitalar com ou sem obstetrícia: cobre consultas, exames, terapias e internações (com ou sem direito a parto)
  • Odontológico: cobre apenas assistência odontológica
  • Referência: cobre consultas, exames, terapias, internações e parto (a cobertura total é válida 24 horas depois da adesão, sem carência)

 

Obviamente, o plano referência é o melhor no quesito coberturas, mas também o mais caro.

O ideal é contratar um convênio que ofereça no mínimo a cobertura ambulatorial + hospitalar — e se você quer ter filhos, a cobertura de parto é fundamental.

4. Escolha a acomodação

Em caso de internação, você pode escolher se quer ficar em acomodação coletiva (enfermaria) ou acomodação individual (apartamento).

É claro que o apartamento é mais confortável, mas também vai aumentar consideravelmente o valor do seu plano.

5. Analise a rede credenciada

Outro ponto essencial para escolher seu plano de saúde é analisar toda a rede credenciada para descobrir onde você poderá ser atendido.

Cada convênio possui sua rede de hospitais, clínicas, laboratórios e médicos, e cabe a você avaliar se os prestadores são suficientes.

Lembre-se de priorizar qualidade sobre quantidade, escolhendo planos que oferecem bons hospitais e profissionais de saúde bem avaliados.

6. Verifique a carência

Por lei, os planos de saúde podem instituir prazos de carência até a liberação dos serviços, seguindo os limites abaixo:

  • 24 horas para urgências e emergências
  • 180 dias para demais coberturas
  • 300 dias para partos a termo (gestações com mais de 37 semanas)

 

Se você já tem um convênio há um tempo, é possível trocar de plano sem cumprir uma nova carência — consulte as condições de portabilidade no site da ANS.

7. Leia e preencha a proposta de adesão com cuidado

Antes de assinar a proposta de adesão ao plano, é importante ler atentamente o contrato e esclarecer suas dúvidas com o corretor ou operadora.

Na hora de preencher a Declaração de Saúde, seja honesto sobre as doenças que você já teve e, de preferência, solicite a orientação de um médico.

Além disso, confira sempre se as condições descritas no documento (tipo de plano, coberturas, carência, serviços extras, etc.) são as mesmas do plano que você contratou.

8. Considere os reajustes

Os planos de saúde passam por dois tipos de reajuste: o anual e o aumento por mudança de faixa etária.

O percentual máximo de reajuste para planos individuais e familiares é divulgado anualmente pela ANS, enquanto os planos coletivos e empresariais são reajustados conforme condições da operadora e acordos com empresários.

9. Avalie a reputação da operadora

Por fim, não assine o contrato do seu plano de saúde sem verificar a reputação da operadora no mercado.

No site da ANS você pode conferir o ranking de operadoras em relação à qualidade e acompanhar possíveis casos de suspensão e processos de falência.

Além disso, vale dar uma olhada no Reclame Aqui e nos comentários do Google para entender como os usuários avaliam o plano.  

 

Viu como escolher um plano de saúde que caiba no seu bolso é possível? Deixe seu comentário contando se as dicas vão te ajudar na decisão.

 

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