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Quais os tipos de crédito e como usar com responsabilidade?

Time Neon

Conhecer os tipos de crédito do mercado e usá-los com responsabilidade é um passo importante para cuidar bem do seu dinheiro.

Basicamente, essa fonte de recursos existe para ajudar você a atingir seus objetivos financeiros e lidar com imprevistos, parcelando compras ou financiando bens em longo prazo.

A contrapartida, claro, é a cobrança de juros que remunera os bancos e corretoras - daí a importância de se planejar financeiramente e usar o crédito com consciência para evitar o endividamento.

Vamos ajudar você a decidir quais tipos de crédito valem a pena e mostrar quais cuidados tomar com cada opção do mercado.

Continue lendo e saiba usar esse recurso a seu favor.

Porque você deve conhecer os tipos de crédito

Há vários tipos de crédito no mercado que podem ajudar você a realizar seus objetivos financeiros, desde que usados com responsabilidade e consciência.

Do ponto de vista do consumidor, essa fonte adicional de recursos pode ser vantajosa ou problemática - tudo depende do produto escolhido, do planejamento financeiro e das condições do contrato.

Em 2019, a busca de crédito por pessoas físicas cresceu 11,7% e atingiu R$ 2 trilhões em empréstimos concedidos por bancos, de acordo com dados do Banco Central publicados no G1.

O tipo de crédito mais usado pelo brasileiro é, de longe, o cartão de crédito: 44% dos consumidores recorrem ao “dinheiro de plástico”, enquanto 11% usam o crediário das lojas, 8% pegam empréstimos, 7% entram no cheque especial e 5% fazem financiamentos (Pesquisa da CNDL e SPC Brasil de 2019).

Em relação às dívidas geradas pelo crédito, o país bateu recorde de endividamento em abril de 2020: 66,6% das famílias comprometeram sua renda com alguma modalidade de crédito, enquanto 25,3% estão inadimplentes, segundo dados da CNC publicados no Valor Econômico.

De modo geral, a população ainda recorre a linhas de crédito com juros muito altos e, muitas vezes, perde o controle das dívidas.

Ao conhecer melhor os tipos de crédito do mercado, você poderá escolher os mais adequados para cada situação e usar essa alternativa a favor das suas finanças - além de fugir dos juros abusivos e risco de endividamento.

Quando usar cada tipo de crédito

Os tipos de créditos ideais para cada situação são aqueles que cabem no seu bolso, cobram um preço justo e encurtam o caminho até seus objetivos.

Para começar, existem três categorias principais:

  • Crédito: abrange as modalidades de crédito parcelado e CDC (crédito direto ao consumidor) oferecidas por instituições financeiras e empresas, como o cartão de crédito, crédito pré-aprovado, crediário de lojas e qualquer pagamento facilitado de menor valor e prazo;
  • Empréstimo: é um crédito fornecido pelos bancos, fintechs, corretoras e cooperativas de crédito que pode ser usado livremente pelo consumidor (sem finalidade específica). Por ser mais simples de contratar, tem juros mais altos;
  • Financiamento: é a modalidade mais burocrática de crédito, em que o consumidor passa por uma análise criteriosa e o bem de consumo adquirido serve de garantia para o banco (ex: financiamento de imóveis e veículos). Seus juros são mais baixos e os prazos costumam ser longos.


O termo crédito também pode ser sinônimo de empréstimo, mas essas são as definições básicas usadas no mercado.

De modo geral, o crédito é usado para compras do dia a dia (eletrodomésticos, vestuário, eletrônicos), o empréstimo para aquisição de produtos e serviços mais caros (reforma na casa, viagem, instrumento musical) e o financiamento para bens e serviços com pagamento em longo prazo (imóveis, veículos, faculdade).

Mas só você pode avaliar qual modalidade é mais vantajosa em cada situação, levando em conta critérios como juros cobrados, prazo de pagamento, condições de garantia, entre outros aspectos que veremos mais adiante.

Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de crédito

Todos os tipos de crédito têm suas vantagens e desvantagens, e cabe a você saber como e quando usá-los.

Estes são alguns benefícios que essa opção traz:

  • Possibilidade de antecipar consumo: o crédito é seu aliado quando você precisa comprar um produto ou contratar um serviço e não tem dinheiro suficiente no momento, permitindo que o pagamento seja postergado e facilitado;
  • Chance de aproveitar oportunidades: outra vantagem do crédito é permitir que você aproveite oportunidades únicas como promoções e condições especiais de negócio quando não tem condições financeiras.


Por outro lado, é preciso levar em conta perigos como:

  • Risco de endividamento excessivo: é fácil se perder nas parcelas e acabar endividado com o crédito, por conta do “efeito bola de neve” dos juros compostos (juros sobre juros);
  • Limitação do consumo futuro: antecipar consumo com o crédito também significa limitar o poder de compra futuro.

6 tipos de crédito e dicas para usar com responsabilidade

Com certeza você já usou vários tipos de crédito na sua vida financeira, e esse é o momento de conhecê-los melhor.

Confira os mais populares e dicas de uso consciente!

1. Cartão de crédito

Como vimos, o cartão de crédito é o mais usado pelos brasileiros, pois serve como um facilitador de compras a prazo. Para usá-lo com consciência, é preciso seguir regras como:

  • Pagar sempre o total da fatura para não entrar no temido “crédito rotativo” com juros altos;
  • Aproveitar a melhor data de compra;
  • Escolher um cartão sem anuidade e com programas de benefícios;
  • Não permitir que a fatura do cartão ultrapasse 30% da renda.


Em 2019, por exemplo, os brasileiros recorreram a R$ 41,1 milhões do crédito rotativo (que passa a valer quando você paga o valor mínimo da fatura ou atrasa o pagamento) e pagaram mais de 318,9% ao ano em juros, segundo dados do Banco Central publicados no IG.

2. Cheque especial

O cheque especial é uma das modalidades mais caras do mercado, e só deve ser usado em caso de extrema urgência e por poucos dias.

Os juros podem chegar a 400% ao ano (14% ao mês) e o maior perigo é a facilidade em usar esse tipo de crédito: ele fica disponível na conta como um limite pré-aprovado somado ao seu saldo.

Por isso, há quem use o cheque especial como complemento do salário - um péssimo hábito para a saúde financeira que custa muito caro no final.

Em 2019, os brasileiros usaram R$ 26,14 bilhões no cheque especial, segundo dados do banco Central publicados no Estadão, pagando juros acima de 300% ao ano em média.

3. Crédito pessoal sem garantia

O crédito pessoal sem garantia é o mais comum no mercado, que consiste em um contrato de empréstimo simples com uma instituição financeira. Normalmente, você faz uma simulação com um determinado valor, prazo e juros, depois fornece alguns dados e passa por uma análise de crédito.

Nessa análise, a instituição busca por restrições em seu nome, avalia o Score (pontuação) nos órgãos de proteção ao crédito e verifica se a renda é compatível com as parcelas do empréstimo (não deve exceder de 20% a 30% dos rendimentos).

Se aprovado, o contrato é fechado e o dinheiro cai na conta rapidamente, mas as taxas de juros são mais altas do que nos empréstimos com garantia e consignados.

Para você ter uma ideia, a taxa de juros média do crédito pessoal em março de 2020 foi de 6,05% ao mês, segundo relatório do Procon-SP.

Ao pegar um empréstimo desse tipo, você deve tomar os seguintes cuidados:

  • Verificar se a parcela cabe no seu orçamento (nunca acima de 30% da renda);
  • Calcular o Custo Efetivo Total (CET), que é a soma de todos os juros, taxas e encargos (é sempre maior que os juros nominais divulgados);
  • Escolher uma instituição financeira de confiança.


Uma dica é buscar os bancos digitais para conseguir juros mais baixos em empréstimos online - como no empréstimo pessoal da Neon, com taxas a partir de 2,65% ao mês.

4. Crédito pessoal com garantia

O crédito pessoal com garantia é um tipo de empréstimo que aliena bens do contratante. O mais comum é o empréstimo com garantia de veículo ou imóvel, por exemplo, em que o banco pode tomar seu bem se as parcelas não forem pagas.

A vantagem é que os juros costumam ser mais baixos, mas você deve tomar muito cuidado com o bem que oferece como garantia - obviamente, não vale a pena arriscar a própria casa.

5. Empréstimo consignado

O empréstimo consignado é o único que é descontado diretamente da sua folha de pagamento ou benefício do INSS.

Por ser cobrado automaticamente no contracheque, é um tipo de crédito de baixo risco, que permite às instituições financeiras praticarem juros mais baixos.

Podem contratar o crédito consignado funcionários públicos, funcionários com carteira assinada e beneficiários do INSS, desde que a parcela não exceda 30% do salário. Logo, você só deve tomar esse tipo de empréstimo se tiver certeza que pode comprometer uma parte da renda todo mês, pois o pagamento não é opcional.

6. Financiamento

O financiamento é um tipo de crédito que determina a finalidade do dinheiro concedido, como nos financiamentos imobiliários e automotivos.  

O próprio bem adquirido com o dinheiro do empréstimo costuma servir de garantia para o financiamento, vinculando o cliente à instituição financeira em um contrato de longo prazo.

É a forma mais comum de adquirir bens de alto valor como imóveis e veículos ou pagar um curso universitário, por exemplo.

Da mesma forma que no empréstimo, é preciso calcular o CET do financiamento, ajustar o valor à renda e se planejar financeiramente para pagar parcelas a perder de vista.

Um ponto importante nesse tipo de crédito é escolher o melhor sistema de amortização entre a Tabela SAC (valor das parcelas decrescente) e Tabela Price (prestações fixas do início ao fim).

Tirou suas dúvidas sobre os tipos de crédito e como usá-los com responsabilidade? Então, use os comentários para contar como é sua relação com o crédito e o que pode melhorar.

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