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9 dicas para usar a economia colaborativa a favor do seu bolso

Time Neon

A economia colaborativa veio para mudar nossos hábitos de consumo e criar um mercado mais sustentável, além de aliviar o bolso.

Com o compartilhamento, troca e aluguel de bens, você tem a oportunidade de consumir com mais consciência, comprar menos e ainda cuidar melhor do seu dinheiro.

No fim das contas, você vai perceber que precisava ter muito menos do que imaginava, e que muitas coisas podem ser simplesmente compartilhadas entre as pessoas.

A seguir, vamos explicar melhor como funciona a economia colaborativa e por que ela é uma grande aliada das suas finanças. Continue lendo e aproveite as dicas para economizar e gerar renda extra.

O que é economia colaborativa?

A economia colaborativa, ou economia compartilhada, é um novo modelo de mercado baseado no consumo colaborativo, trocas e aluguel de bens.

Nesse sistema, as pessoas compartilham, trocam, emprestam e alugam em vez de comprar, focando no acesso aos bens e serviços, deixando de lado a posse. Com isso, o planeta e a sociedade ganham com a redução do impacto ambiental, desenvolvimento sustentável e relações mais cooperativas.

Para os fornecedores, é uma chance de aproveitar os bens ociosos, como carros que passam muito tempo na garagem, equipamentos parados e cômodos vagos na casa, enquanto os consumidores ganham flexibilidade para utilizar o bem apenas pelo tempo necessário.

Nessa dinâmica, qualquer consumidor pode ser fornecedor e as relações interpessoais ganham destaque, enquanto as empresas atuam como intermediárias das relações e transações - geralmente, por meio de uma plataforma digital.

O exemplo mais clássico é o Uber, que usou a tecnologia para conectar donos de veículos a pessoas que precisam se transportar pelas cidades a um preço mais baixo. Da mesma forma, a Airbnb intermedia o compartilhamento de hospedagens, conectando anfitriões a turistas e viajantes.

Qual o propósito da economia colaborativa?

A economia colaborativa é baseada em vários princípios, entre os quais se destacam:

  • Ampliação do acesso aos bens e serviços;
  • Promoção de um modelo de consumo sustentável;
  • Descentralização da economia e empoderamento do consumidor;
  • Otimização dos bens já produzidos no lugar do consumismo;
  • Economia para quem usa e renda para quem fornece;
  • Construção de laços de confiança e cooperação entre as pessoas;
  • Redução do desperdício de recursos;
  • Favorecimento da inovação por meio do compartilhamento;
  • Uso do crowdsourcing, ou contribuição coletiva para solução de problemas;
  • Uso da tecnologia para conectar pessoas e construir comunidades.

Ao contrário da acumulação de riquezas promovida pelo modelo tradicional, a economia colaborativa busca um mercado mais humano, consciente e sustentável.

Além disso, a tecnologia tem um papel central para mediar essas novas relações e criar as comunidades virtuais que compartilham entre si.

Economia colaborativa no Brasil e no mundo

A economia colaborativa deu um grande salto nos últimos anos e vem se mostrando uma alternativa real ao modelo tradicional de consumo.

Uma pesquisa feita pela consultoria PwC mostra que a economia colaborativa deve movimentar US$ 335 bilhões até 2025. Isso tudo graças ao avanço das plataformas digitais, novos hábitos de consumo e esforços em direção à sustentabilidade.

No Brasil, uma pesquisa realizada pela SPC Brasil em 2018 mostrava que 89% dos brasileiros que já participaram da economia colaborativa ficaram satisfeitos com a experiência, enquanto 87% acreditam que o modelo só tende a crescer no país.

Entre as modalidades mais utilizadas, estão o compartilhamento de carro (41%), roupas (33%), bicicletas (21%), financiamentos coletivos (16%), espaços de trabalho (15%), brinquedos (15%) e moradias (15%).

E quanto à economia colaborativa pós-pandemia?

A economia colaborativa sofreu um abalo com a pandemia do coronavírus, já que o isolamento social inviabilizou o compartilhamento de vários bens e serviços. Mesmo assim, alguns segmentos se fortaleceram, como é o caso dos serviços de entrega em domicílio.

De modo geral, a perspectiva é que a colaboração volte ao mercado no pós-crise, quando as pessoas estarão enfrentando a recessão econômica e buscando a otimização dos recursos.

Na China, por exemplo, as plataformas de economia compartilhada bombaram assim que o mercado reabriu, com destaque para o compartilhamento de hospedagens e mobilidade urbana, conforme noticiado pelo Uol.

9 dicas para melhorar suas finanças com a economia colaborativa

A economia colaborativa oferece inúmeras oportunidades para melhorar suas finanças, seja economizando ou gerando renda extra.

Confira algumas dicas para usar a tendência a favor do seu bolso.

1. Economize no transporte e nas viagens

A primeira dica já é seguida por muita gente: trocar viagens de carro e hospedagens caras por serviços de aplicativos como Uber e Airbnb.

Além dos líderes de mercado, você tem outras opções como o Fleety, que permite o compartilhamento de carros (locação direta com outra pessoa), e o CouchSurfing, que conecta você a anfitriões do mundo todo dispostos a ceder o sofá de casa em troca de uma boa conversa.

Ao recorrer a esses serviços, você vai gastar muito menos com o trajeto e acomodação, além de fazer amizades e trocar experiências.

2. Prefira serviços colaborativos

Quando precisar contratar um serviço, procure uma alternativa colaborativa para economizar e fortalecer a rede.

Por exemplo, se você precisa de alguém para tomar conta do seu cachorro, procure os cuidadores do DogHero.

Se estiver buscando profissionais para serviços, de reparos em casa até realização de eventos, o GetNinjas é uma opção para encontrar prestadores locais.

3. Alugue produtos em vez de comprar

A economia colaborativa também representa uma oportunidade de alugar mais e comprar menos, principalmente quando são itens para utilizar uma única vez ou eventualmente. É o caso de roupas formais e de festa, por exemplo, que podem ser alugados por preços mais atrativos na plataforma Armário Compartilhado.

Já pela plataforma Spinlister é possível alugar bicicletas, pranchas de surf e pranchas de snowboard em qualquer lugar do mundo.

Assim, você não precisa investir em um produto que será usado poucas vezes, pode acabar encostado e, em alguns casos, ainda vai gerar custos de manutenção.

4. Venda e troque os itens que você não usa mais

A economia colaborativa é uma ótima chance de desapegar do que você não usa mais e ganhar um dinheirinho, ou mesmo trocar por itens realmente úteis.

Com o Permuto, por exemplo você pode trocar qualquer tipo de produto e serviço online, por meio de um sistema de pontos acumulados.

Para vender produtos usados, não faltam opções: MercadoLivre, OLX, Enjoei, Facebook Marketplace etc.

5. Pegue emprestado dos outros

O bom e velho hábito de pedir itens emprestados para os vizinhos vem se perdendo nos últimos anos, com as dificuldades de convivência e vida cada vez mais corrida.

Felizmente, a economia colaborativa trouxe essa experiência de volta, permitindo que você recorra à vizinhança para resolver problemas pontuais como falta de um ingrediente para o bolo ou de uma furadeira para instalar a prateleira.

Com a plataforma “Tem açúcar?”, por exemplo, você pode compartilhar qualquer coisa com os vizinhos, pedindo emprestado ou disponibilizando seus itens para eles.

6. Ganhe uma renda extra

A economia colaborativa também é excelente para conseguir uma renda extra compartilhando seus bens e habilidades.

Já pensou em ser um anfitrião do Airbnb e ganhar dinheiro com aquele cômodo vazio em casa? Ou quem sabe oferecer seus serviços profissionais em plataformas de freelancers como 99 jobs e Workana?

As possibilidades são infinitas, e podem ajudar você a pagar suas contas e ainda garantir um dinheiro extra para investir para o futuro.

7. Troque experiências

Trocar experiências com outras pessoas é outro benefício da economia compartilhada que pode aliviar seu bolso.

Na plataforma Beliive, por exemplo, você compartilha seus talentos e oferece seu tempo para trocar conhecimentos com milhares de pessoas. Tem de tudo: yoga, marketing, dicas de viagens, idiomas, artesanato etc.

Conforme você compartilha conhecimento, ganha “créditos de tempo” para usar na plataforma e se conectar com mais pessoas.

Dessa forma, é possível aprender online com especialistas em vários assuntos sem gastar um centavo - e ainda exercitar seus talentos ensinando de volta.

8. Compartilhe espaços

Como sabemos, o aluguel de espaços para viver e trabalhar é uma das despesas mais pesadas do orçamento.

Por isso, vale a pena economizar com as soluções de compartilhamento de espaços que só a colaboração oferece.

É o caso do coliving, que consiste em moradias compartilhadas por pessoas que buscam senso de comunidade, e o já consolidado coworking, que cria locais de trabalho coletivos e promove um networking imbatível.

9. Financie seus projetos coletivamente

Se você tem um projeto inovador, que tal buscar o financiamento coletivo para tirá-lo da gaveta?

Hoje, há vários sites de crowdfunding repletos de pessoas dispostas a apoiar projetos relevantes, como Catarse, Idea.me e Kickstarter. Além disso, há plataformas voltadas especificamente ao financiamento colaborativo de startups, como a StartMeUp.

Viu como a economia colaborativa pode contribuir com a sua saúde financeira?

Comente qual das dicas você já usou e quais pretende adotar daqui para frente.

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