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O que está causando o aumento no preço dos alimentos?

Ana Gabriela Graças

O aumento no preço dos alimentos não é só impressão sua: de fato as compras no mercado ficaram ainda mais cara nos últimos meses. Alimentos básicos como arroz, feijão e óleo de soja são alguns dos alimentos tiveram maior alta na inflação, a qual é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.

As carnes também tiveram aumentos maiores do que a medida da inflação. E mais: leite e ovos completam a lista dos preços que mais se elevaram em 2020. O aumento do preço dos alimentos durante a pandemia impacta diretamente nosso bolso e está acontecendo por alguns motivos.

Veja a seguir por que isso está acontecendo e como se planejar financeiramente para não ser pego de surpresa no caixa do supermercado.

O que justifica o aumento no preço dos alimentos?

Em poucas palavras, duas são as razões principais: aumento da demanda interna e alta do dólar. Esses dois aspectos também estão diretamente relacionados à pandemia, então tudo está interligado. Vamos explicar melhor.

O isolamento social fez com que as pessoas cozinhassem mais em casa, então a procura pelos alimentos básicos aumentou. Como no mercado a oferta (o preço) oscila de acordo com a demanda (compra), quanto maior a demanda, maior a oferta. Logo, mais pessoas passaram a consumir determinados produtos, então os preços foram empurrados para cima.

Além disso, a alta no preço do dólar também afeta diretamente o preço dos alimentos. O câmbio alto estimula as exportações, pois a lucratividade é maior no mercado externo. Por outro lado, diversos países estão voltando “às compras” para recompor seus estoques afetados pela pandemia.

Um desses casos é a China, que demanda diversos alimentos produzidos no Brasil. Como a procura asiática pelos produtos brasileiros aumentou, isso também inflacionou o preço dos alimentos básicos internamente no país. Por isso, os grãos ficaram mais caros, assim como a carne.

É importante mencionar também que, de acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization), órgão pertencente à ONU (Organização das Nações Unidas) e que acompanha os preços globais dos alimentos, esse aumento ocorreu mundialmente.

Segundo a organização, em agosto o mercado internacional teve um aumento considerável no preço de alimentos como milho, soja e arroz. Além disso, como os grãos são a base da alimentação de bovinos, suínos e aves, o preço das carnes também sofreu o impacto.  

Como se organizar financeiramente para não ser pego de surpresa no mercado?

Diante do cenário que estamos vivendo, economistas já estão revendo suas projeções para a inflação, que tende a subir. Isso também impacta diretamente no preço dos alimentos e de demais produtos e serviços consumidos no país.

Por isso, é importante ter um planejamento financeiro estruturado para saber exatamente quanto está sendo gasto no mercado e quanto ainda pode ser destinado a isso.

Faça um levantamento das últimas compras feitas, compare os valores pagos anteriormente e, então, determine um valor máximo a ser gasto nas próximas vezes. Isso te ajudará a não extrapolar o orçamento e focar sua atenção aos itens que realmente precisam ser comprados.

Falando nos itens que você deseja, sempre faça uma lista com base em um cardápio antes de ir ao mercado. Às vezes as pessoas vão às compras sem saber o que realmente precisam para suas despensas e compram produtos que acabam sendo jogados fora — o que é um desperdício de alimento e de dinheiro.

Então, anote tudo o que você precisa comprar antes de sair de casa. No caixa você perceberá a diferença que o planejamento faz para o seu bolso.

Para te ajudar, selecionamos 10 dicas para economizar nas compras de supermercado e diminuir o valor gasto nas compras para a casa. Assim ficará um pouco mais fácil driblar a alta no preço dos alimentos.

O que achou das dicas para ajudar no seu orçamento neste momento? Depois conta para a gente nos comentários!

 

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