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O que saber antes de comprar seu primeiro carro

Time Neon

Junto com a casa própria, o carro costuma aparecer como um dos principais objetivos das pessoas. Mesmo com a popularização dos aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Cabify, há quem prefira ter um carro próprio, seja por conforto, por distância da casa ao trabalho ou por outro motivo. 

Assim como várias coisas na vida (e nas finanças!), não existe uma receita de bolo ou uma fórmula mágica. O mais importante é se sentir bem, com qualidade de vida. Claro que na ponta do lápis, a comparação faz uma diferença danada. Por isso, temos esta planilha aqui. 

Legal, você resolveu comprar o primeiro carro. Ah, por onde começar? É só ir numa concessionária e escolher? A resposta é curta e grossa: claro que não. Do mesmo jeito que você compara os preços no supermercado, na feira e no shopping, é preciso pesquisar (e muito!) antes de comprar um carro. Essa é a regra número 1, talvez uma das mais importantes. 

Detalhe: a pesquisa deve considerar não apenas o tipo de carro (modelo, cor, se tem ou não banco de couro etc.), mas principalmente a forma de pagamento. Afinal, carro não é igual qualquer item que dá para comprar com pouca grana. Aí que mora o perigo, sabia? Muitas pessoas acabam se endividando justamente por não compararem as modalidades de pagamento. “Ah, mas é só encaixar a parcela do financiamento no orçamento e está tudo certo. Nada disso, cara pálida! 

Monte um planejamento 

Você já deve ter lido bastante a palavra planejamento aqui no blog. Pois bem, elé extremamente importante na hora de ter o primeiro carro. Sabe aquela frase “o combinado não sai caro?”. Então, o que foi planejado também não sai caro. Por isso, o primeiro passo é escolher um carro que realmente caiba no seu bolso e, claro, no seu estilo de vida. Isso significa ter consciência do tipo de veículo que dá pra você pagar! Na hora de pesquisar, lembre-se de observar o preço de tabela daquele modelo específico. Até porque se for comprar um usado ou seminovo, vale a pena barganhar o valor usando a tabela como parâmetro. 

Modalidades de pagamento 

A etapa seguinte é uma das mais difíceis: como pagar? Por ser um item caro, geralmente as pessoas optam por dividir o valor em parcelas ao longo de dois ou três anos – às vezes, mais tempo. Mas atenção: quanto maior for o prazo de pagamento, mais caro será o valor final. É o caso de um financiamento, modalidade bastante usada para comprar um carro. Inclusive, é a oferta feita por vendedores quando você vai até uma loja ou concessionária. 

A principal vantagem do financiamento é sair dirigindo o carro. Quem não gosta, né? Mas pra isso será necessário arcar com meses ou anos de prestações, como já falamos. Em algumas situações, conforme os juros cobrados, você pode acabar pagando praticamente outro carro no final do financiamento. É sério? Sim, por isso a importância de fazer as contas muito bem antes de assinar um contrato. 

Como qualquer modalidade de crédito ou empréstimo, o financiamento é uma dívida. É fundamental avaliar quantidade e valor das parcelas, prazo e uma sigla quase não percebida pela maioria das pessoas, o CET (Custo Efetivo Total). O nome diz tudo: é o custo que você vai pagar todos os meses, além das parcelas, claro. O CET inclui taxa de juros, encargos, impostos e outros custos. Então, não deixe de perguntar ao vendedor qual o CET do financiamento. 

Agora que você escolheu financiar o carro, é só colocar a parcela no orçamento e acabou? , na, ni, na, não! O valor da prestação é um item importantíssimo, mas você precisa levar em consideração outros gastos de um carro. Já parou pra pensar nisso? Quem não coloca essas despesas na planilha corre o risco de se enrolar ao longo do tempo. 

Todo veículo tem cobrança de imposto, o chamado IPVA. É uma cartinha que chega (e não é surpresa!) no início de cada ano. O valor varia conforme o modelo e ano de fabricação do carro. Um jeito de evitar a “surpresa” é se programar: dividir o valor total do IPVA por 12 (meses) e guardar (pode ser em um CDB com liquidez diária) a quantia mensalmente. 

O IPVA é somente um dos custos que devem ser considerados. É preciso somar outras despesas, como seguro obrigatório (DPVAT, pago anualmente), seguro adicional (contra roubos e furtos, por exemplo), combustível, estacionamento, lavagem, manutenção e revisão. Com exceção do DPVAT, os demais itens variam de acordo com o perfil do motorista, o modelo e o ano do carro. 

Pra facilitar o controle e a organização dos gastos, uma dica é montar uma planilha financeira só para o carro. Assim, fica fácil de enxergar quanto seu possante  fazendo você gastar no mês e no ano. A recomendação de considerar esses gastos embutidos na compra de um carro também vale pra quem escolhe fazer um consórcio. Mas, afinal, como funciona um consórcio? 

Ao contrário do financiamento, o consórcio não tem a vantagem de você já sair dirigindo. Pra ter direito ao veículo, é preciso pagar uma parte do valor do carro (como um lance) ou esperar os sorteios que são feitos todos os meses pela administradora do consórcio. Outra diferença é que, no caso do consórcio, não há cobrança de juros, mas sim incidência de uma taxa de administração mensal. 

Em geral, planejadores financeiros recomendam o consórcio pra quem pretende comprar o carro daqui a alguns anos, ou seja, quem pode esperar. Mas se dá pra programar a compra, talvez seja mais interessante (inclusive, mais vantajoso) deixar o dinheiro aplicado e, ao final do prazo, pagar à vista – o que costuma render desconto. 

E aí, está preparado pra comprar o primeiro carro? Depois conta sua experiência pra gente ;) 

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